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Energia· 11 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Acordo de curtailment atrai 1.539 usinas eólicas e solares com 53 GW

Proposta do governo para compensar cortes de geração renovável reúne 91% da capacidade cadastrada no Ministério de Minas e Energia.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 12 de agosto de 2026
Acordo de curtailment atrai 1.539 usinas eólicas e solares com 53 GW

O Ministério de Minas e Energia recebeu manifestação de interesse de 1.539 usinas eólicas e solares para o acordo de curtailment, atingindo uma capacidade instalada de aproximadamente 53 gigawatts. O volume apresentado pelos agentes do setor elétrico representa 91 por cento da capacidade total mapeada pelo governo federal para a compensação dos cortes de geração registrados no sistema.

A medida foi estruturada para mitigar os impactos financeiros sofridos por empreendimentos de energia renovável que enfrentam restrições de despacho determinadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. Essas interrupções na produção ocorrem com frequência em razão de gargalos na transmissão e da alta oferta em horários de pico.

Com a adesão expressiva de mais de 1,5 mil centrais geradoras, o processo avança para as próximas etapas de consolidação dos termos do acordo. A pasta ministerial agora analisa os dados enviados pelos proprietários dos parques para definir os procedimentos operacionais e financeiros aplicáveis a cada contrato participante.

Para o gestor de infraestrutura e o investidor do setor elétrico, a alta taxa de adesão indica a urgência de uma solução regulatória para o risco hidrológico e energético que afeta a receita dos projetos. A retenção de energia sem a devida compensação vinha gerando atritos na modelagem de financiamento de novos parques eólicos e solares no país.

A resolução definitiva do curtailment depende do equacionamento da expansão das linhas de transmissão e da flexibilidade operativa do parque gerador nacional. O andamento do acordo ditará o ritmo dos investimentos privados em novas fontes limpas nos próximos anos.

Com informações de MegaWhat.

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