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Energia· 15 de outubro de 2026· 2 min de leitura

AEP fecha contrato de US$ 4 bi com Google para usina de célul

Concessionária americana aposta em geração de energia limpa com células de combustível e geradores lineares para suprir demanda de grandes centros de dados.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
AEP fecha contrato de US$ 4 bi com Google para usina de célul

A concessionária American Electric Power fechou um contrato de US$ 4 bilhões para implantar uma usina de células de combustível de 702 megawatts voltada para atender a operações do Google. O anúncio integra um pacote de investimentos da companhia em novas fontes de energia que fogem do padrão tradicional de turbinas a gás, somando quase 900 megawatts em pedidos firmes anunciados nesta semana.

Além do projeto bilionário voltado para as instalações do Google, a concessionária firmou um acordo que pode alcançar até 1,6 gigawatt com a fabricante Mainspring Energy para o fornecimento de geradores lineares. Somadas à estratégia divulgada em julho, quando a empresa garantiu cerca de 13 gigawatts em turbinas a gás para entrega até 2031, as novas diretrizes elevam o portfólio total de expansão energética da AEP para patamares recordes voltados a cargas pesadas.

A expansão agressiva na matriz de suprimento responde à pressão exercida por data centers e instalações de inteligência artificial sobre a rede elétrica dos Estados Unidos. A tecnologia de células de combustível da Bloom Energy e os geradores da Mainspring oferecem flexibilidade operacional e rápida conexão, fatores decisivos para operadores que precisam de eletricidade firme sem depender exclusivamente de prazos longos de transmissão.

Para o setor de engenharia elétrica e gestão de infraestrutura, o movimento confirma a urgência de diversificar as fontes de fornecimento energético para grandes cargas industriais. A escolha por tecnologias modulares de geração distribuída e de baixa emissão aponta para uma tendência de descentralização na conexão de grandes complexos tecnológicos.

A execução desses contratos exigirá dos engenheiros e projetistas novas abordagens na integração de sistemas de células de combustível diretamente às redes de distribuição locais. O desafio técnico envolve garantir estabilidade e alta disponibilidade para atender à demanda ininterrupta exigida pelos centros de computação em larga escala.

Com informações de POWER Magazine.

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