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Energia· 10 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Aeroporto de Natal conclui instalação de 11 mil placas em usina solar

Parque fotovoltaico do terminal potiguar finaliza a montagem dos módulos e entra na reta final para atingir autossuficiência energética.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Aeroporto de Natal conclui instalação de 11 mil placas em usina solar

A infraestrutura aeroportuária brasileira ganha mais um marco na transição energética com a conclusão da instalação de onze mil placas solares na Usina Solar do Aeroporto de Natal. O projeto, que agora entra em sua fase final de testes e comissionamento, foi desenhado para suprir a demanda interna do terminal por meio de geração própria de energia renovável. A montagem de todo o arranjo fotovoltaico representa a etapa física mais complexa da obra, exigindo alinhamento logístico e técnico na área patrimonial do aeroporto.

Com o término da fixação dos módulos, as equipes de engenharia avançam para a fase de integração dos inversores, testes de carga e homologação junto à concessionária de energia local. A iniciativa busca mitigar a volatilidade das tarifas elétricas e reduzir a pegada de carbono da operação aeroportuária, que consome volumes expressivos de eletricidade de forma ininterrupta para manter sistemas de pista, iluminação, climatização e terminais de passageiros.

A execução de usinas solares em sítios aeroportuários exige rigor normativo e estudos de reflexão lumínica para garantir que os painéis fotovoltaicos não causem ofuscamento aos pilotos durante os procedimentos de pouso e decolagem. Os engenheiros responsáveis pelo projeto precisaram dimensionar os ângulos de inclinação e a disposição espacial do parque para atender a essas restrições de segurança operacional estabelecidas pelos órgãos aeronáuticos.

A autossuficiência energética em grandes complexos logísticos altera a dinâmica financeira de operação das concessionárias. A geração distribuída de grande porte deixa de ser apenas uma alternativa de sustentabilidade corporativa e passa a atuar como blindagem contra custos operacionais elevados, modelo que vem sendo replicado em outros terminais pelo país.

Para o mercado de engenharia e construção civil, o encerramento desta etapa no Aeroporto de Natal consolida a viabilidade técnica de instalações industriais de grande porte em áreas restritas. Os próximos passos envolvem a vistoria final das instalações elétricas de média tensão e a entrada oficial do parque em operação comercial, quando o terminal passará a consumir majoritariamente a energia gerada no próprio terreno.

Com informações de AEROIN.

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