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Energia· 19 de junho de 2026· 1 min de leitura

Agentes veem baterias como ajuda, mas não solução total para sobreoferta

Especialistas do setor elétrico avaliam que os leilões de baterias são um passo para ajustar o problema de demanda, mas não eliminam a sobreoferta de energia.

Redação Giro Engenharia
Agentes veem baterias como ajuda, mas não solução total para sobreoferta

Agentes do setor elétrico estão reavaliando o papel das baterias no gerenciamento da sobreoferta de energia. Antes consideradas uma solução primordial para os cortes de produção por falta de demanda, agora são vistas com maior ceticismo, como um auxílio importante, mas não a resposta completa ao desafio.

A percepção inicial era de que a capacidade de armazenamento poderia absorver o excedente de geração em momentos de baixa demanda, evitando o desligamento de usinas, especialmente as de fontes renováveis. A expectativa era de um equilíbrio mais rápido e eficiente do sistema.

O leilão de baterias, promovido para incentivar a implementação desses sistemas, é interpretado pelos especialistas como um sinal para começar a ajustar o problema da demanda. A tecnologia permite o deslocamento da carga, ou seja, armazenar energia quando há excesso e liberá-la quando a demanda aumenta ou a geração é menor.

Contudo, a visão atual é que a complexidade da sobreoferta de energia, impulsionada por diversos fatores como o rápido crescimento da geração renovável, exige um conjunto de soluções mais abrangente. As baterias, por si só, não seriam suficientes para equilibrar o sistema em sua totalidade.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, esta reavaliação indica a necessidade de integrar as baterias em uma estratégia mais ampla de gestão da rede. Isso inclui investimentos em outras tecnologias de flexibilidade, aprimoramento da transmissão e mecanismos de mercado que estimulem o consumo em horários de pico de geração, garantindo a estabilidade e a eficiência do sistema elétrico.

Com informações de MegaWhat.

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