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Inovação· 06 de outubro de 2026· 2 min de leitura

AltoQi capta R$ 25 milhões do BNDES para IA em prédios altos

Empresa catarinense investe em inteligência artificial para otimizar cálculos estruturais e projetos de engenharia civil de alta complexidade.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
AltoQi capta R$ 25 milhões do BNDES para IA em prédios altos

A desenvolvedora de software AltoQi, sediada em Florianópolis, garantiu um aporte de R$ 25 milhões concedido pelo BNDES para desenvolver ferramentas de inteligência artificial voltadas a projetos de prédios altos e estruturas complexas. Os recursos serão direcionados para integrar tecnologias avançadas aos softwares de engenharia usados no dimensionamento de fundações, estruturas e instalações prediais, reduzindo margens de erro e o tempo de execução dos projetos.

A iniciativa busca atender a uma demanda crescente do setor da construção civil por maior precisão e eficiência no projeto de edifícios altos, onde a complexidade do cálculo estrutural exige alto desempenho computacional. Com a incorporação de algoritmos de aprendizado de máquina, a plataforma pretende automatizar etapas repetitivas do detalhamento técnico e simular diferentes cenários de carga e vento em tempo real.

A aplicação de inteligência artificial em softwares de engenharia altera a rotina de projetistas e calculistas, permitindo que análises complexas de estabilidade global sejam processadas com maior velocidade. O investimento do BNDES, por meio de suas linhas voltadas à inovação e transformação digital, reforça a estratégia nacional de modernizar a base tecnológica da indústria da construção e de engenharia consultiva no país.

Para o gestor de projetos e o engenheiro calculista, a evolução dessas ferramentas significa uma mudança na forma como as diretrizes de segurança e viabilidade econômica são conciliadas no papel. A automação de verificações normativas reduz o retrabalho em etapas críticas de aprovação e execução, diminuindo custos indiretos e mitigando riscos de patologias estruturais futuras.

A expectativa da empresa é escalar o uso dessas tecnologias em escritórios de engenharia de todo o país, elevando o padrão técnico dos projetos executivos. O desafio prático para os profissionais da área será adaptar os fluxos de trabalho tradicionais para absorver as novas funcionalidades baseadas em dados e inteligência artificial.

Com informações de Deolhonailha.

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