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Energia· 13 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Alunorte importa GNL para retomar produção após falha no fornecimento de gás

Refinaria da Norsk Hydro garante autorização e acordo temporário no Pará para recuperar capacidade plena após corte de gás pela Celba.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Alunorte importa GNL para retomar produção após falha no fornecimento de gás

A Alunorte, controlada pela Norsk Hydro, iniciou o processo de retomada da sua capacidade plena de produção de alumina no Pará. A manobra operacional ocorre após a refinaria obter autorização regulatória para realizar a importação direta de gás natural liquefeito e firmar um acordo temporário de acesso ao terminal localizado em Barcarena.

A reviravolta na operação industrial acontece poucos dias depois de a unidade sofrer um corte drástico em sua produção, que caiu pela metade. A queda abrupta foi provocada por problemas operacionais no fornecimento de gás que era realizado pela Centrais Elétricas de Barcarena, empresa associada à New Fortress Energy.

Com a escassez do insumo comprometedora para o ritmo industrial da refinaria, a gestão precisou buscar alternativas regulatórias e logísticas urgentes. A importação direta de GNL apareceu como a via mais rápida para abastecer os fornos e caldeiras, restabelecendo a matriz energética necessária para a planta voltar a operar sem restrições.

O acordo provisório para o uso do terminal portuário e regaseificação em Barcarena foi o elo logístico que viabilizou a operação de emergência. A infraestrutura local permitiu a recepção do combustível importado e a sua rápida injeção na rede de suprimento que atende diretamente o complexo industrial paraense.

Para o setor de engenharia e gestão industrial, o episódio ilustra a vulnerabilidade de plantas de grande consumo energético quando dependem de um único vetor ou fornecedor de gás. A rigidez dos processos térmicos exige redundância operacional e agilidade contratual para evitar perdas financeiras expressivas durante falhas de infraestrutura terceirizada.

A retomada gradual da Alunorte demonstra como a adaptação regulatória para importação direta e o uso compartilhado de terminais logísticos podem mitigar crises de abastecimento energético. Gestores de grandes plantas industriais passam a observar com mais rigor a segurança dos contratos de suprimento e as rotas alternativas de gás.

Com informações de MegaWhat.

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