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Infraestrutura· 22 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Alunorte substitui carvão mineral por caroço de açaí no Pará

Refinaria em Barcarena já consumiu 279 mil toneladas da biomassa desde 2023 e estuda operar caldeiras exclusivamente com o resíduo.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Alunorte substitui carvão mineral por caroço de açaí no Pará

A refinaria Alunorte, situada em Barcarena, no Pará, avança na substituição de matriz energética em seus processos industriais ao utilizar caroço de açaí como biomassa em substituição parcial ao carvão mineral. Desde 2023, a operação já consumiu 279 mil toneladas do resíduo vegetal, gerado em grande escala na região amazônica. A iniciativa altera a dinâmica de suprimento térmico da planta e reduz a dependência de combustíveis fósseis em uma das maiores produtoras de alumina do mundo.

A estratégia de coprocessamento exige adaptações técnicas na engenharia de queima das caldeiras da refinaria. O aproveitamento do caroço de açaí demanda controle rigoroso de umidade, granulometria e poder calorífico para garantir a estabilidade térmica dos equipamentos industriais. A substituição do carvão mineral diminui as emissões diretas de gases de efeito estufa na unidade produtiva, alinhando a operação industrial às metas globais de descarbonização da companhia.

Novos estudos térmicos

Diante do volume já processado, a equipe técnica da refinaria avalia a viabilidade de projetar e adaptar caldeiras que funcionem integralmente com a biomassa regional. Essa transição operacional exige análises profundas de fluxo de massa, eficiência de combustão e logística de recebimento e armazenamento do caroço de açaí em grande escala no complexo industrial paraense.

Para o setor de engenharia e gestão industrial, o caso ilustra o aproveitamento de subprodutos locais na matriz energética pesada. O desafio logístico e de engenharia reside em garantir a constância no abastecimento de uma biomassa sazonal e de características heterogêneas sem comprometer a continuidade operacional e a vida útil dos ativos térmicos da planta.

Com informações de Brasil Mineral.

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