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Energia· 04 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Alupar vence licitação de transmissão no Chile por US$ 11,9 mi/ano

Controlada da Alupar foi vencedora de leilão de transmissão no Chile, com receita anual de US$ 11,9 milhões e investimentos estimados em US$ 85 milhões.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Alupar vence licitação de transmissão no Chile por US$ 11,9 mi/ano

Uma controlada da Alupar venceu uma licitação de transmissão de energia no Chile com receita anual estimada em US$ 11,9 milhões. A informação foi publicada pelo Valor Econômico, e outros portais do mercado financeiro repercutiram o mesmo resultado, com os investimentos previstos para o projeto estimados em US$ 85 milhões.

A empresa brasileira aparece como vencedora do certame, mas as fontes disponíveis não detalham o nome da linha, a extensão do traçado, a tensão de operação nem a região do país onde a obra será executada.

Os dois números que circulam nas reportagens tratam de grandezas diferentes. A receita anual de US$ 11,9 milhões é o retorno que a concessionária recebe ao longo da operação, enquanto os US$ 85 milhões são o volume de investimento estimado para implantar o empreendimento. Relacionando os dois, o projeto tem receita anual equivalente a cerca de 14% do capital previsto, o que dá uma ideia do porte do negócio para quem acompanha leilões de transmissão.

Para o setor de engenharia elétrica, o caso mostra que a Alupar segue levando ativos de transmissão fora do Brasil, em um mercado que remunera a operação por receita fixa, com prazo de concessão definido em contrato. Quem projeta linhas de transmissão sabe que essa lógica pressiona o cronograma e o custo de obra, já que o retorno só começa com a entrada em operação.

Na prática, o contrato vencido obriga a controlada a levar o empreendimento do papel à operação dentro dos prazos do edital chileno. Engenheiros e gestores que acompanham a internacionalização de empresas brasileiras de transmissão devem observar o cronograma de implantação e a estrutura de financiamento, que as fontes ainda não detalham.

Com informações de Valor Econômico.

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