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Infraestrutura· 30 de julho de 2026· 2 min de leitura

ANA inicia consulta para harmonizar revisões tarifárias no saneamento

Agência Nacional de Águas avança na norma de referência para padronizar critérios técnicos e cálculos tarifários no setor de saneamento.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
ANA inicia consulta para harmonizar revisões tarifárias no saneamento

A ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) deu um passo importante na regulação do setor ao abrir consulta pública para a norma de referência voltada à harmonização das revisões tarifárias dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A iniciativa busca unificar entendimentos técnicos e estabelecer critérios mais claros para o cálculo das tarifas cobradas pelas operadoras em todo o território nacional.

A proposta de Norma de Referência chega para preencher uma lacuna regulatória histórica no mercado de saneamento básico brasileiro. Com a multiplicidade de agências reguladoras subnacionais, a ausência de diretrizes unificadas gerava discrepâncias na forma como os reajustes e as revisões periódicas eram conduzidos em diferentes estados e municípios.

Para o profissional da engenharia e da gestão de infraestrutura, a medida impacta diretamente a previsibilidade dos contratos de concessão e as análises de viabilidade econômica de novos empreendimentos. A padronização dos critérios técnicos reduz a insegurança jurídica que frequentemente afeta os planos de investimentos de longo prazo no setor.

O texto submetido à consulta detalha metodologias para o cômputo da base de ativos, a apuração dos custos prudentes e a repartição de ganhos de eficiência entre as empresas prestadoras e os usuários. Esses parâmetros formam a espinha dorsal financeira de qualquer projeto de saneamento que busque financiamento privado ou parcerias público-privadas.

A transição para regras mais harmônicas exige que as companhias de saneamento e os órgãos reguladores locais ajustem suas planilhas e metodologias contábeis e de engenharia econômica. A compatibilização de dados operacionais passará a ser rigorosamente fiscalizada para garantir que o equilíbrio econômico-financeiro reflita a realidade dos canteiros e das redes.

As contribuições para a consulta pública poderão ser enviadas por agentes do setor, companhias de saneamento, especialistas e sociedade civil nos prazos definidos pela agência reguladora. A consolidação dessa norma consolida o marco legal e define o ritmo dos investimentos em infraestrutura sanitária para a próxima década.

Com informações de Agência iNFRA.

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