ANA reduz vazão de Belo Monte para 100 metros cúbicos por segundo em 2026
Agência autoriza queda na defluência mínima da usina no rio Xingu para preservar o reservatório durante período seco.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico autorizou a redução temporária da defluência mínima do Reservatório Intermediário da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. A determinação fixa a queda na vazão de 300 metros cúbicos por segundo para 100 metros cúbicos por segundo ao longo do período seco de 2026.
A mudança ocorre diante do cenário hidrológico desfavorável agravado pelo fenômeno El Niño. O fator eleva o risco de seca severa na Região Norte e impõe rigor no controle do armazenamento de água. Imagens aéreas de drone na casa de força principal registraram o estado atual do reservatório e do canal de fuga.
Operar grandes usinas em estiagens prolongadas exige ajustes na gestão hídrica para barrar o esvaziamento crítico das estruturas de captação. A nova faixa de liberação protege a segurança operativa e assegura reservas para o restante do ciclo hidrológico.
Para operadores de infraestrutura, a ocorrência aponta a vulnerabilidade de barramentos amazônicos diante de eventos climáticos extremos. O monitoramento contínuo do rio Xingu ganha peso para afastar paradas forçadas na geração.
Engenheiros e operadores mantêm atenção redobrada aos impactos ambientais e ao cumprimento das exigências regulatórias até a normalização das chuvas na bacia.
Com informações de MegaWhat.
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