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Infraestrutura· 06 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Aneel decide ratear prejuízos de curtailment entre renováveis

Diretoria da agência reguladora definiu por maioria que perdas com cortes na geração de energia serão divididas entre fontes eólica, solar e hídrica.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Aneel decide ratear prejuízos de curtailment entre renováveis

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu nesta terça-feira (6) que os prejuízos decorrentes dos cortes obrigatórios de geração de energia, prática conhecida no setor como curtailment, serão rateados entre os agentes eólicos, solares e hidrelétricas. A votação na autarquia federal terminou com o placar de quatro votos a favor e um contrário, no âmbito da consulta pública conduzida pelo órgão regulador.

A medida impacta diretamente o planejamento financeiro de empreendimentos de energia renovável no país, que enfrentam perdas crescentes de receita devido à restrição de despacho determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. Com a decisão, o encargo financeiro deixa de recair de forma isolada sobre determinados geradores e passa a ser distribuído entre diferentes matrizes de geração limpa.

A discussão sobre o curtailment ganhou força diante do avanço da capacidade instalada de parques solares e eólicos, especialmente na região Nordeste, onde a expansão da oferta muitas vezes supera a capacidade de transmissão de energia do sistema interligado nacional. Quando há excedente de geração e restrições na rede, o operador aciona os cortes para manter a estabilidade da operação elétrica.

A divisão dos custos entre eólicas, solares e hidrelétricas busca trazer previsibilidade regulatória para o mercado livre e regulado de energia. Gestores de ativos de infraestrutura energética e investidores precisavam de uma diretriz definitiva da agência para mensurar o risco regulatório associado a novos projetos de geração centralizada.

Na prática, a decisão altera a equação de risco e retorno para quem opera ativos de energia renovável no Brasil. As empresas do setor agora recalculam o impacto do rateio em seus contratos de comercialização de energia e nos fluxos de caixa previstos para os próximos anos de operação comercial.

Com informações de Agência iNFRA.

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