ANP e Petrobras acordam adequação de 335 poços marítimos até 2030
Acordo firmado na AGU define prazos para a conformidade de estruturas de produção de óleo e gás com o Regulamento Técnico do SGIP.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Petrobras assinaram um Termo de Conciliação para adequar 335 poços marítimos às regras do Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Integridade de Poços (RT-SGIP). O acordo, celebrado na Advocacia-Geral da União (AGU) em 7 de julho, encerra uma disputa sobre os prazos de conformidade.
O termo estabelece medidas e um cronograma para que a Petrobras realize as adaptações necessárias em suas unidades offshore. O prazo final para a completa adequação dos 335 poços foi estipulado para o ano de 2030, garantindo um período para o planejamento e a execução das intervenções.
O RT-SGIP é um conjunto de diretrizes técnicas que visa assegurar a integridade estrutural e operacional dos poços de petróleo e gás, prevenindo acidentes e vazamentos. Ele abrange desde a fase de projeto até o descomissionamento, exigindo monitoramento contínuo e manutenção rigorosa para a segurança das operações.
A controvérsia anterior entre a ANP e a Petrobras girava em torno dos prazos para a implementação dessas exigências regulatórias. A assinatura do Termo de Conciliação representa um marco importante, consolidando um entendimento mútuo e uma rota clara para a conformidade.
Para os engenheiros e gestores da Petrobras e de empresas parceiras, o acordo implica em um planejamento detalhado de engenharia e logística. Será preciso mobilizar equipes, recursos e tecnologias para garantir que os poços estejam em plena conformidade com as normas até o prazo estabelecido, o que inclui análises de risco, projetos de modificação e execução de obras.
A decisão reforça o compromisso do setor com a segurança operacional e a sustentabilidade ambiental. O cumprimento do RT-SGIP nos 335 poços marítimos demandará investimentos significativos e impactará diretamente o cronograma de manutenção e os projetos de engenharia da Petrobras em suas instalações offshore nos próximos anos.
Com informações de Agência iNFRA.
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