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Infraestrutura· 28 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Axel REE produz carbonato de terras raras com argila de Caladão

Teste laboratorial realizado na Austrália valida o processamento de argilas iônicas do depósito Woolrich com teor expressivo de óxidos.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Axel REE produz carbonato de terras raras com argila de Caladão

A empresa Axel REE concluiu com sucesso um teste metalúrgico em escala de laboratório na Austrália, obtendo um carbonato misto de terras raras a partir de amostras de argilas iônicas do depósito Woolrich, localizado no projeto Caladão. O material processado apresentou uma concentração de 54,4 por cento de óxidos de terras raras, indicador considerado relevante para o avanço técnico da iniciativa mineral.

O procedimento foi conduzido em instalações australianas especializadas e focou na lixiviação e na precipitação do minério extraído no Brasil. Além da concentração obtida dos elementos metálicos, a análise química do produto revelou teores extremamente baixos de elementos radioativos associados, especificamente urânio e tório.

A ausência de concentrações significativas de urânio e tório no carbonato misto representa um fator técnico determinante para a viabilidade operacional e para o licenciamento ambiental do empreendimento. A presença desses elementos radioativos costuma impor exigências complexas de rejeito e confinamento em projetos de terras raras ao redor do mundo.

Com o resultado positivo obtido nos testes de bancada, a companhia avança para as próximas etapas de desenvolvimento do projeto de engenharia metalúrgica. O objetivo é refinar o fluxograma de produção para garantir a eficiência na recuperação dos elementos e dimensionar a futura planta industrial no país.

Para o setor de mineração e infraestrutura de materiais críticos, a validação laboratorial de depósitos de argilas iônicas no Brasil diversifica a matriz de suprimento para a cadeia de transição energética global. Os engenheiros e gestores envolvidos acompanham a evolução dos testes para calibrar os parâmetros de escopo e os custos operacionais da futura lavra.

Com informações de Brasil Mineral.

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