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Energia· 05 de julho de 2026· 1 min de leitura

Axia (ex-Eletrobras) vence leilão de transmissão da Aneel com deságio de 59%

A empresa arrematou três dos quatro lotes ofertados no certame, que registrou descontos expressivos nas Receitas Anuais Permitidas.

Redação Giro Engenharia
Axia (ex-Eletrobras) vence leilão de transmissão da Aneel com deságio de 59%

A Axia Energia, antiga Eletrobras, emergiu como a principal vencedora do leilão de transmissão de energia elétrica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A companhia garantiu três dos quatro lotes que foram ofertados, com propostas que apresentaram um deságio de até 59% sobre a Receita Anual Permitida (RAP).

O leilão demonstrou uma forte competitividade no setor, resultando em significativos descontos. Embora o deságio máximo do certame tenha atingido 59%, a proposta específica da Axia para um de seus lotes vencedores registrou um deságio de 53,2% em relação à RAP estabelecida pela Aneel.

Este resultado sublinha a tendência de busca por maior eficiência e menor custo na expansão da infraestrutura de transmissão. O deságio representa o percentual de redução que as empresas aceitam aplicar sobre o valor máximo de receita que poderiam receber anualmente pela operação das novas linhas.

Os lotes arrematados pela Axia compreendem projetos de construção e manutenção de novas linhas de transmissão e subestações, essenciais para o escoamento da energia gerada e para a estabilidade do sistema elétrico nacional. A expansão da rede é crucial para atender ao crescente consumo e para integrar novas fontes de geração, especialmente as renováveis.

Para o setor de engenharia e construção, a vitória da Axia significa a abertura de novas frentes de trabalho em projetos de grande porte. Profissionais da área terão oportunidades em planejamento, execução e fiscalização de obras de infraestrutura elétrica, desde a concepção de novas linhas até a instalação de equipamentos de alta tensão.

A alta competitividade e os deságios expressivos observados no leilão indicam uma pressão contínua por otimização de custos e prazos nos projetos. Isso exige das empresas de engenharia e dos gestores de infraestrutura uma análise rigorosa das propostas, buscando soluções técnicas eficientes e economicamente viáveis para a construção e operação das novas instalações.

Com informações de Agência eixos.

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