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Energia· 30 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Bacia de Pelotas pode guardar até 17,9 bi de barris, aponta EPE

Estudo da Empresa de Pesquisa Energética detalha potencial de óleo e gás na nova fronteira exploratória offshore.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Bacia de Pelotas pode guardar até 17,9 bi de barris, aponta EPE

A Empresa de Pesquisa Energética estima que a Bacia de Pelotas possui um volume total de 17,9 bilhões de barris de óleo equivalente. O estudo técnico foi divulgado na terça-feira e integra o projeto de análise das bacias sedimentares brasileiras conduzido pelo governo federal para mapear novas fronteiras de exploração offshore no país.

Do total estimado pela instituição, cerca de 9,7 bilhões de barris de óleo equivalente são classificados como estocados recuperáveis. Esse volume específico detalhado pela autarquia federal engloba mais de 1 trilhão de metros cúbicos de gás natural recuperáveis, além de aproximadamente 3,4 bilhões de barris de petróleo recuperáveis.

A Bacia de Pelotas tem atraído forte atenção do setor de óleo e gás devido aos leilões recentes de blocos marítimos e à proximidade geológica com descobertas recentes na costa da Namíbia, na África. A consolidação de dados técnicos por parte da EPE serve de base para o planejamento estratégico de longo prazo do setor energético brasileiro e para a definição de diretrizes de leilões futuros da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Para o mercado de engenharia e infraestrutura offshore, a confirmação de reservas expressivas desse porte sinaliza a futura demanda por projetos complexos de engenharia submarina. A exploração e o escoamento de volumes dessa magnitude em lâminas d'água profundas exigirão o desenvolvimento de novas unidades flutuantes de produção, dutos de grande extensão e tecnologias avançadas de perfuração.

O avanço das pesquisas na região também impulsiona a cadeia de fornecedores e prestadores de serviços voltados ao setor naval e offshore. As próximas etapas dependem da efetiva perfuração de poços exploratórios pelas empresas concessionárias vencedoras dos blocos, que precisarão comprovar a viabilidade técnica e comercial das reservas apontadas nos modelos estatísticos da EPE.

Com informações de MegaWhat.

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