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Construção· 29 de julho de 2026· 1 min de leitura

Banco Africano aprova US$ 878 milhões para ferrovia transariana na Argélia

Linha férrea de 230 quilômetros ligará Ghardaïa a El Menia, expandindo a infraestrutura de transporte e logística no norte central do país.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Banco Africano aprova US$ 878 milhões para ferrovia transariana na Argélia

O Banco Africano de Desenvolvimento aprovou um financiamento de US$ 878 milhões para viabilizar a implantação de um novo corredor ferroviário no deserto do Saara, na Argélia. O projeto prevê a construção de 230 quilômetros de trilhos entre as cidades de Ghardaïa e El Menia, situadas na região central do norte do país.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo de expansão da malha ferroviária nacional, voltado para integrar regiões isoladas e otimizar o escoamento de cargas e minérios. A infraestrutura em área desértica exige soluções técnicas específicas de engenharia de terras, terraplanagem e contenção de dunas para garantir a estabilidade da via permanente ao longo do traçado.

O financiamento bilionário reflete a estratégia do governo argelino em apostar na expansão ferroviária como eixo estruturante para o desenvolvimento econômico e logístico do interior. A construção de ferrovias em relevo arenoso demanda estudos geotécnicos rigorosos para mitigar os impactos da movimentação de areia sobre os trilhos e o material rodante.

Para as empresas de construção pesada e fornecedores de tecnologia ferroviária, o empreendimento abre oportunidades de contratação para obras de arte especiais, infraestrutura de drenagem e superestrutura de via. A execução da obra também exigirá uma cadeia logística complexa para o transporte de insumos e equipamentos pesados até o canteiro de obras no Saara.

Os próximos passos envolvem a publicação dos editais de licitação internacional e a definição dos consórcios responsáveis pela execução dos lotes de obras civis. A conclusão do corredor ferroviário vai transformar a capacidade de escoamento da região e reduzir os custos logísticos para o transporte de mercadorias no território argelino.

Com informações de Global Construction Review.

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