Bancos voltam holofotes para baterias: armazenamento de energia é a nova prioridade de financiamento
Financiamento para projetos de energia tem novo carro-chefe: sistemas de armazenamento em baterias superam eólicas e solares na preferência dos bancos.

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias representam o novo foco dos bancos para financiamento no setor energético. A avaliação partiu de Wilson Assofra, diretor de Project Finance do Santander, em evento realizado nesta quinta-feira (18), marcando uma clara mudança nas prioridades de investimento do mercado de crédito.
Essa posição de destaque, antes reservada a grandes empreendimentos eólicos e solares, sinaliza uma maturação do mercado. Ela também reconhece o papel estratégico das baterias na composição da matriz energética brasileira e global.
A capacidade de armazenar energia intermitente, como a gerada por fontes renováveis, é crucial para a estabilidade da rede elétrica e para a otimização da oferta. Isso transforma as soluções de baterias em um componente cada vez mais valioso para a infraestrutura energética do país.
Para profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, o maior apetite dos bancos por projetos de armazenamento em baterias se traduz em um ambiente mais favorável para a obtenção de capital. Tal cenário pode impulsionar o desenvolvimento e a implementação de novas tecnologias e a expansão de projetos em diversas escalas.
A tendência reflete uma necessidade crescente de flexibilidade e resiliência nos sistemas elétricos, especialmente com o aumento da participação de fontes renováveis não despacháveis. O financiamento facilitado para baterias é, portanto, um passo decisivo para a transição energética e a modernização da infraestrutura.
Essa alteração no mercado de crédito indica que projetos de armazenamento em baterias devem vivenciar uma aceleração na aprovação e execução.
Engenheiros e desenvolvedores de projetos devem estar atentos a essa abertura de capital, que pode viabilizar empreendimentos antes considerados de maior risco financeiro.
Com informações de Agência iNFRA.
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