BIM: Informação é foco e cultura desafia setor da construção
Especialistas apontam que a gestão de dados é o cerne do Building Information Modeling, com a adaptação cultural das equipes como o maior entrave para sua plena adoção.
A compreensão do Building Information Modeling (BIM) no setor da construção civil está evoluindo, com especialistas reforçando que o conceito vai muito além da simples modelagem tridimensional. O verdadeiro valor do BIM reside na gestão integrada da informação, e a principal barreira para sua implementação plena é a necessidade de uma profunda mudança cultural entre os profissionais e empresas.
Contrariamente à percepção inicial de muitos, o BIM não se limita à criação de modelos 3D. Ele representa uma metodologia colaborativa que centraliza dados sobre o ciclo de vida de um projeto, desde a concepção e projeto até a construção, operação e demolição.
Isso significa que cada elemento do modelo carrega informações detalhadas sobre custos, prazos, materiais, desempenho e manutenção. Essa base de dados integrada permite análises mais precisas, detecção de conflitos, otimização de processos e tomadas de decisão mais assertivas.
A transição para essa abordagem informacional, contudo, esbarra em desafios culturais. Profissionais acostumados a métodos tradicionais de trabalho, com processos fragmentados e pouca colaboração entre as disciplinas, precisam adaptar-se a novas dinâmicas.
Essa mudança exige que engenheiros, arquitetos e gestores não apenas dominem novas ferramentas de software, mas também desenvolvam uma mentalidade de compartilhamento de dados e trabalho em equipe desde as fases iniciais do projeto. A resistência a novas tecnologias e a falta de treinamento adequado são obstáculos comuns.
Para o setor de engenharia e infraestrutura, a superação desses desafios culturais é vital. A adoção efetiva do BIM como uma ferramenta de gestão da informação pode resultar em maior eficiência, redução de erros e retrabalhos, e melhor controle de custos e prazos nas obras. Profissionais e empresas que investirem na capacitação e na reestruturação de seus processos para uma cultura colaborativa e baseada em dados estarão mais preparados para as demandas futuras do mercado.
Com informações de Visor Notícias.
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