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Inovação· 29 de setembro de 2026· 1 min de leitura

BNDES injeta R$ 25 milhões em IA para edifícios altos

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social financia desenvolvimento de software com inteligência artificial para o setor de construção civil.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
BNDES injeta R$ 25 milhões em IA para edifícios altos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um aporte de R$ 25 milhões direcionado ao desenvolvimento de uma tecnologia voltada para o projeto e a gestão de edifícios de grande altura. A iniciativa busca inserir ferramentas avançadas de inteligência artificial na rotina de engenharia e construção civil brasileira, focando em otimização estrutural e eficiência operacional.

A verba será aplicada na criação e no aprimoramento de um software especializado. A ferramenta tem como objetivo principal processar grandes volumes de dados complexos de engenharia, permitindo simulações avançadas de cargas, ventetagem e comportamento de materiais em arranha-céus e estruturas verticais de grande porte.

A adoção de inteligência artificial em projetos de grande escala representa uma mudança na forma como escritórios de cálculo estrutural e construtoras abordam a mitigação de riscos. Sistemas computacionais robustos conseguem antecipar interferências e falhas geométricas que passariam despercebidas em revisões manuais tradicionais, reduzindo o desperdício de insumos.

O financiamento faz parte das estratégias do banco de fomento para estimular a transformação digital na infraestrutura e na indústria da construção. A escassez de ferramentas nacionais especializadas costumava obrigar o mercado brasileiro a depender de pacotes tecnológicos importados, muitas vezes incompatíveis com as normas técnicas locais.

Para o engenheiro projetista e para o gestor de obras, a chegada de softwares apoiados por inteligência artificial promete encurtar prazos de aprovação e detalhamento executivo. A automação de tarefas repetitivas de dimensionamento libera equipes técnicas para focar na tomada de decisão sobre soluções construtivas e segurança estrutural.

O impacto prático dessa injeção de capital será medido pela velocidade com que a nova tecnologia chegará ao mercado corporativo. As empresas desenvolvedoras agora enfrentam o desafio de validar a ferramenta em obras reais para consolidar a confiabilidade dos algoritmos em projetos estruturais complexos.

Com informações de Brasil 247.

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