Brasil mira 20% da produção global de terras raras até 2040
Estudo para o Ministério de Minas e Energia projeta que o Brasil pode atingir 20% da produção global de terras raras até 2040, em um cenário de crescente demanda por minerais estratégicos.

O Brasil tem potencial para atingir 20% da produção global de terras raras até 2040, conforme projeção de um estudo encomendado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Elaborado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), o documento posiciona o país como um ator estratégico em um cenário de crescente disputa geopolítica por estes minerais essenciais.
A meta, considerada ambiciosa, poderá ser adotada oficialmente pelo governo brasileiro. As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos cruciais para a fabricação de tecnologias avançadas, como baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos militares e sistemas de energia renovável.
A relevância desses minerais impulsiona o desenvolvimento da engenharia de minas e metalúrgica no país. Para alcançar a projeção, será necessária uma robusta infraestrutura de extração, processamento e refino, além de investimentos significativos em tecnologia e licenciamento ambiental.
Atualmente, a China domina cerca de 60% da produção global de terras raras e a maior parte do processamento. Essa concentração gera preocupações de segurança de suprimentos para países ocidentais, que buscam diversificar suas fontes e reduzir a dependência. O Brasil, com suas vastas reservas, emerge como uma alternativa estratégica.
Para os profissionais da engenharia e gestores da infraestrutura, o cenário aponta para uma demanda crescente por projetos de mineração e novas plantas de beneficiamento. Será fundamental o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis para a extração e separação desses elementos, minimizando impactos ambientais e garantindo a viabilidade econômica do ciclo produtivo. A concretização dessa meta transformaria o país em um polo global de terras raras, impactando diretamente as cadeias de suprimentos de tecnologias verdes e de defesa.
Com informações de Agência iNFRA.
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