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Energia· 17 de julho de 2026· 1 min de leitura

Cade aprova BTG Pactual como dono total de complexo solar na Paraíba

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval para o BTG Pactual assumir a totalidade das ações de três empresas do grupo Rio Alto ligadas ao complexo fotovoltaico Santa Luzia.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Cade aprova BTG Pactual como dono total de complexo solar na Paraíba

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a consolidação, pelo BTG Pactual, da propriedade de 100% das ações de três Sociedades de Propósito Específico (SPEs) do grupo Rio Alto. As SPEs são responsáveis por empreendimentos fotovoltaicos que integram o complexo Santa Luzia, localizado na Paraíba. A decisão foi publicada na sexta-feira, 17 de julho.

A aquisição da totalidade das ações pelo BTG Pactual ocorrerá por meio da execução de garantias, um mecanismo financeiro que permite ao credor assumir a propriedade de ativos em caso de inadimplência ou cumprimento de termos contratuais. Este movimento transfere integralmente o controle dos projetos solares para o banco de investimento.

O complexo Santa Luzia é um conjunto de usinas fotovoltaicas que contribuem para a matriz energética brasileira, especialmente na região Nordeste. A Paraíba tem se destacado na geração de energia solar, atraindo investimentos para o setor de energias renováveis.

Para o BTG Pactual, a operação representa a consolidação de sua presença no segmento de energias renováveis, particularmente na geração solar. A instituição financeira já possui um portfólio diversificado de investimentos em infraestrutura e energia.

A entrada de grandes players financeiros como o BTG Pactual na propriedade direta de ativos de geração é uma tendência no mercado de energia, refletindo a busca por rentabilidade e a valorização de projetos de infraestrutura. Isso pode influenciar a dinâmica de financiamento e gestão de futuros empreendimentos no setor.

Profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura devem observar como a nova gestão pode impactar a operação e a manutenção dos ativos, bem como o potencial para futuras expansões ou otimizações de projetos sob o controle de um grupo financeiro com experiência em gestão de grandes portfólios.

Com informações de MegaWhat.

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