Casa Shilaya na Índia reusa pedra de ruína em nova construção
O escritório Meister Varma Architects utilizou rochas de uma antiga casa para edificar o projeto Shilaya, em Kotagiri, na Índia, promovendo a circularidade na construção.
O estúdio indiano Meister Varma Architects concluiu o projeto Shilaya, uma residência localizada em Kotagiri, no estado de Tamil Nadu, Índia. A obra se destaca pela abordagem sustentável, que envolveu a reutilização de pedras recuperadas de uma antiga cabana que anteriormente ocupava o mesmo terreno.
Batizada com o nome "Shilaya", que deriva da palavra sânscrita "śilā" (pedra), a residência celebra o material como elemento central de sua concepção. Kotagiri, situada nas montanhas Nigiri, possui um histórico como estação de colônia britânica, adicionando uma camada de contexto cultural e arquitetônico ao local.
O processo de salvamento das pedras exigiu uma cuidadosa desconstrução da antiga estrutura, seguida pela limpeza, seleção e preparação dos blocos para a nova edificação. Esta técnica não apenas preserva a memória do lugar, mas também oferece um desafio de engenharia para garantir a integridade estrutural e a harmonia estética do novo projeto.
A reutilização de materiais como a pedra de uma ruína contribui significativamente para a redução do desperdício de construção e para a diminuição da pegada de carbono da obra. Essa prática alinha-se aos princípios da economia circular, minimizando a necessidade de extração e transporte de novos recursos naturais.
Do ponto de vista do design, o uso das pedras originais confere à Shilaya uma textura única e uma conexão intrínseca com a história e o ambiente circundante. A integração desses elementos históricos no projeto contemporâneo demonstra como a sustentabilidade pode se fundir com a identidade arquitetônica.
Para profissionais da engenharia e da construção, o projeto Shilaya serve como um exemplo prático da viabilidade e dos benefícios da reutilização de materiais em larga escala. A iniciativa reforça a importância de avaliar o potencial de materiais existentes no canteiro de obras e de integrar estratégias de economia circular desde as fases iniciais de planejamento, impactando positivamente o custo, o prazo e a sustentabilidade dos projetos.
Com informações de Dezeen.
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