Celulose em MT: projeto de R$ 10 bi prevê fábrica e 372 MW
Novo complexo industrial no Mato Grosso combina planta de celulose com capacidade de 2 milhões de toneladas e usina termelétrica.
O Mato Grosso volta a figurar nos planos de grandes investimentos industriais com a retomada de um projeto multissetorial estimado em R$ 10,35 bilhões. A iniciativa engloba a implantação de uma fábrica de celulose de grande porte, projetada para produzir 2 milhões de toneladas anuais, além de uma usina termelétrica com capacidade instalada de 372 MW. A previsão atual aponta o início das obras físicas para o ano de 2027, conforme os novos desdobramentos do empreendimento.
A magnitude do aporte financeiro coloca o projeto entre os maiores previstos para a infraestrutura industrial da região nos próximos anos. A combinação de uma unidade fabril intensiva em recursos com uma planta de geração própria de energia busca garantir a autossuficiência operacional do complexo, um modelo cada vez mais adotado por corporações do setor para mitigar riscos de suprimento e custos logísticos.
Infraestrutura e energia associada
A integração de uma usina de 372 MW na mesma estrutura da fábrica de celulose atende a uma demanda crítica de projetos industriais desse porte. O processo de fabricação de celulose consome volumes expressivos de vapor e eletricidade, frequentemente aproveitando subprodutos da própria biomassa residual do eucalipto. A geração interna de energia alivia a pressão sobre a matriz elétrica local e otimiza o balanço financeiro da operação.
O cronograma estabelecido fixa o marco de 2027 para a mobilização do canteiro e o início efetivo da construção civil e montagem industrial. Até lá, o consórcio responsável deve avançar nas etapas de licenciamento ambiental, consolidação de engenharia básica e fechamento de contratos de suprimento de matéria-prima e equipamentos de grande porte.
Impactos para o setor
Para o mercado de engenharia e construção pesada, o projeto representa um polo de demanda por serviços especializados em terraplanagem, fundações profundas, estruturas de concreto armado e montagem eletromecânica. A complexidade de uma planta com capacidade anual de 2 milhões de toneladas exige planejamento logístico rigoroso para o transporte de componentes superdimensionados até o interior mato-grossense.
Gestores e projetistas devem observar a evolução dos processos de licenciamento e os editais de contratação que antecedem o início das obras em 2027. O sucesso de empreendimentos industriais integrados dessa escala depende diretamente da capacidade de execução dentro dos prazos previstos e do rigor técnico no controle de custos de capital.
Com informações de clickpetroleoegas.com.br.
Leia também

Nuclep fecha contrato para fornecer estruturas de linha de 500 kV
Empresa estatal vai fabricar 60 toneladas de estruturas metálicas para fundações de torres em projeto de retrofit.
Fonte: Petronoticias
Brava Energia inicia produção de poço em Papa-Terra
Novo poço produtor no campo de Papa-Terra entra em operação após liberação do Ibama para a Brava Energia.
Fonte: Petronoticias

Baterias com solar cortam até 35% em lance no LRCap
Estudo da Aurora Energy Research aponta que projetos colocalizados reduzem custos no leilão de capacidade.
Fonte: MegaWhat
MME planeja leilões de capacidade de 2027 a 2029 com usinas reversíveis
Governo federal incluiu sistemas de armazenamento hidráulico e baterias no calendário de Leilões de Reserva de Capacidade para o período.
Fonte: MegaWhat
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
