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Energia· 01 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Celulose em MT: projeto de R$ 10 bi prevê fábrica e 372 MW

Novo complexo industrial no Mato Grosso combina planta de celulose com capacidade de 2 milhões de toneladas e usina termelétrica.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Celulose em MT: projeto de R$ 10 bi prevê fábrica e 372 MW

O Mato Grosso volta a figurar nos planos de grandes investimentos industriais com a retomada de um projeto multissetorial estimado em R$ 10,35 bilhões. A iniciativa engloba a implantação de uma fábrica de celulose de grande porte, projetada para produzir 2 milhões de toneladas anuais, além de uma usina termelétrica com capacidade instalada de 372 MW. A previsão atual aponta o início das obras físicas para o ano de 2027, conforme os novos desdobramentos do empreendimento.

A magnitude do aporte financeiro coloca o projeto entre os maiores previstos para a infraestrutura industrial da região nos próximos anos. A combinação de uma unidade fabril intensiva em recursos com uma planta de geração própria de energia busca garantir a autossuficiência operacional do complexo, um modelo cada vez mais adotado por corporações do setor para mitigar riscos de suprimento e custos logísticos.

A integração de uma usina de 372 MW na mesma estrutura da fábrica de celulose atende a uma demanda crítica de projetos industriais desse porte. O processo de fabricação de celulose consome volumes expressivos de vapor e eletricidade, frequentemente aproveitando subprodutos da própria biomassa residual do eucalipto. A geração interna de energia alivia a pressão sobre a matriz elétrica local e otimiza o balanço financeiro da operação.

O cronograma estabelecido fixa o marco de 2027 para a mobilização do canteiro e o início efetivo da construção civil e montagem industrial. Até lá, o consórcio responsável deve avançar nas etapas de licenciamento ambiental, consolidação de engenharia básica e fechamento de contratos de suprimento de matéria-prima e equipamentos de grande porte.

Impactos para o setor

Para o mercado de engenharia e construção pesada, o projeto representa um polo de demanda por serviços especializados em terraplanagem, fundações profundas, estruturas de concreto armado e montagem eletromecânica. A complexidade de uma planta com capacidade anual de 2 milhões de toneladas exige planejamento logístico rigoroso para o transporte de componentes superdimensionados até o interior mato-grossense.

Gestores e projetistas devem observar a evolução dos processos de licenciamento e os editais de contratação que antecedem o início das obras em 2027. O sucesso de empreendimentos industriais integrados dessa escala depende diretamente da capacidade de execução dentro dos prazos previstos e do rigor técnico no controle de custos de capital.

Com informações de clickpetroleoegas.com.br.

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