China usa cavernas de sal para guardar ar e gerar 600 MW no pico
A usina de Huai'an, em Jiangsu, comprime ar em cavernas a 1.500 metros e devolve a energia quando a rede precisa, com 71% de eficiência.

Na província de Jiangsu, no leste da China, a usina de Huai'an armazena energia na forma de ar comprimido dentro de cavernas subterrâneas. À noite, quando a demanda cai, a usina enche cerca de 980 mil metros cúbicos de cavernas. Quando a rede precisa de mais potência, o ar é liberado e a energia volta ao sistema, com potência de 600 MW.
O sistema não usa lítio nem células químicas. A informação divulgada pela fonte diz que a usina devolve 71% da energia que guardou, um dado que indica a eficiência do ciclo de armazenamento.
As cavernas ficam a cerca de 1.500 metros de profundidade e são formadas em camadas de sal. A escolha do sal como rocha hospedeira é o que permite estocar grandes volumes de ar sob pressão em uma estrutura que já existe no subsolo, em vez de construir reservatórios na superfície.
O número que mais chama atenção para quem não é do setor é a comparação de escala: 600 MW equivalem, segundo a fonte, ao consumo de cerca de 70 mil casas. Para a rede elétrica, a vantagem está menos na energia total e mais na capacidade de entrega rápida no horário de pico, quando a oferta precisa ser ajustada em minutos.
Para engenheiros e gestores de energia, o caso chama atenção por usar uma solução de armazenamento de longa duração, fora do ciclo das baterias de íon de lítio. A fonte não informa custo de implantação, prazo de construção ou data de entrada em operação, então esses dados não podem ser atribuídos ao projeto de Huai'an com base neste material.
O que fica como referência é o princípio técnico: aproveitar cavernas de sal já formadas para estocar energia sob pressão e devolvê-la na hora de maior consumo. Quem acompanha leilões de armazenamento e planos de expansão de renováveis deve observar se o modelo de cavernas salinas ganha escala fora da China, porque a tecnologia depende de geologia adequada e de um perfil de rede que precise de potência em pouco tempo.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
Leia também

Leilão da Aneel põe oito lotes de transmissão com R$ 8,9 bi
Segundo leilão de transmissão de 2026 acontece nesta sexta-feira, 30 de outubro, na B3, com receita anual máxima de cerca de R$ 1,63 bilhão.
Fonte: MegaWhat

Petrobras amplia em 197% a potência térmica contratada no país
Disponibilidade de energia em leilão de reserva de capacidade salta para 2.210 MW no terceiro trimestre de 2026.
Fonte: MegaWhat
EDP conclui compra da EDP Renováveis Brasil por 990 milhões de euros
Operação bilionária consolida a reestruturação dos ativos de geração renovável do grupo energético no mercado brasileiro.
Fonte: ECO

Petrobras bate recorde com 3,5 milhões de boed no 3T26
Estatal registra alta expressiva na extração e impulsiona a produção de derivados no terceiro trimestre.
Fonte: Agência iNFRA
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
