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Energia· 30 de outubro de 2026· 2 min de leitura

China usa cavernas de sal para guardar ar e gerar 600 MW no pico

A usina de Huai'an, em Jiangsu, comprime ar em cavernas a 1.500 metros e devolve a energia quando a rede precisa, com 71% de eficiência.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
China usa cavernas de sal para guardar ar e gerar 600 MW no pico

Na província de Jiangsu, no leste da China, a usina de Huai'an armazena energia na forma de ar comprimido dentro de cavernas subterrâneas. À noite, quando a demanda cai, a usina enche cerca de 980 mil metros cúbicos de cavernas. Quando a rede precisa de mais potência, o ar é liberado e a energia volta ao sistema, com potência de 600 MW.

O sistema não usa lítio nem células químicas. A informação divulgada pela fonte diz que a usina devolve 71% da energia que guardou, um dado que indica a eficiência do ciclo de armazenamento.

As cavernas ficam a cerca de 1.500 metros de profundidade e são formadas em camadas de sal. A escolha do sal como rocha hospedeira é o que permite estocar grandes volumes de ar sob pressão em uma estrutura que já existe no subsolo, em vez de construir reservatórios na superfície.

O número que mais chama atenção para quem não é do setor é a comparação de escala: 600 MW equivalem, segundo a fonte, ao consumo de cerca de 70 mil casas. Para a rede elétrica, a vantagem está menos na energia total e mais na capacidade de entrega rápida no horário de pico, quando a oferta precisa ser ajustada em minutos.

Para engenheiros e gestores de energia, o caso chama atenção por usar uma solução de armazenamento de longa duração, fora do ciclo das baterias de íon de lítio. A fonte não informa custo de implantação, prazo de construção ou data de entrada em operação, então esses dados não podem ser atribuídos ao projeto de Huai'an com base neste material.

O que fica como referência é o princípio técnico: aproveitar cavernas de sal já formadas para estocar energia sob pressão e devolvê-la na hora de maior consumo. Quem acompanha leilões de armazenamento e planos de expansão de renováveis deve observar se o modelo de cavernas salinas ganha escala fora da China, porque a tecnologia depende de geologia adequada e de um perfil de rede que precise de potência em pouco tempo.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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