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Infraestrutura· 11 de junho de 2026· 1 min de leitura

CMSE mantém CVaR em 15/40 para risco elétrico até 2027

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter o parâmetro de aversão ao risco CVaR em 15/40 para os modelos de operação do sistema elétrico nacional até 2027, gerando divisão no setor.

Redação Giro Engenharia
CMSE mantém CVaR em 15/40 para risco elétrico até 2027

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu, nesta quarta-feira (10), manter os parâmetros de aversão ao risco nos modelos de operação do sistema elétrico nacional. A definição, que fixa o Conditional Value at Risk (CVaR) em 15/40 para o ano de 2027, provocou divergências entre os agentes do setor.

O CMSE é o órgão responsável por acompanhar e avaliar as condições de suprimento e segurança energética, garantindo a continuidade do abastecimento. Suas decisões são cruciais para o planejamento e a gestão da infraestrutura de energia do país.

O CVaR, ou Conditional Value at Risk, é uma métrica utilizada para quantificar o risco de perdas extremas em um portfólio ou sistema. No contexto elétrico, ele representa a aversão do sistema a cenários de risco, influenciando a forma como os modelos de operação e despacho de energia são calibrados.

A manutenção do CVaR em 15/40 para 2027 indica uma continuidade na abordagem de gestão de risco adotada. Essa proporção específica reflete o nível de confiabilidade e os custos associados à operação do sistema em condições adversas.

A decisão de manter este patamar, no entanto, não foi unânime e dividiu a percepção dos profissionais da área. A divergência aponta para diferentes visões sobre a otimização entre o custo da energia e a segurança do suprimento, especialmente em um horizonte de médio prazo.

Para a engenharia e a gestão de infraestrutura, a manutenção desses parâmetros significa que os projetos de geração e transmissão, bem como o planejamento de longo prazo, devem continuar a considerar um perfil de risco específico na operação do sistema. Isso impacta as análises de viabilidade e as estratégias de investimento em novas capacidades e reforços, exigindo que os decisores se alinhem à aversão ao risco estabelecida para o setor.

Com informações de Agência iNFRA.

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