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Energia· 10 de julho de 2026· 1 min de leitura

CNPE avalia elevar mistura de etanol na gasolina para 32%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve decidir sobre o aumento da proporção de etanol anidro na gasolina, que pode chegar a 32%.

Redação Giro Engenharia
CNPE avalia elevar mistura de etanol na gasolina para 32%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai deliberar sobre a elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina. A informação foi anunciada nesta semana pelo presidente da Câmara, Hugo Mota, que também destacou o compromisso do governo em retirar subsídios a combustíveis.

A proposta em análise prevê que o percentual de etanol anidro na gasolina possa atingir até 32%. Atualmente, a mistura varia entre 18% e 27,5% no Brasil, dependendo da regulamentação. Um aumento para 32% representaria uma mudança significativa na composição do combustível comercializado no país.

Paralelamente à discussão sobre o etanol, o governo reafirmou a intenção de eliminar os subsídios que incidem sobre combustíveis. Essa medida busca alinhar os preços de mercado e reduzir a intervenção estatal no setor, com potencial impacto direto nos custos para o consumidor e na dinâmica das empresas.

O CNPE é o órgão responsável por formular políticas e diretrizes para o setor de energia no Brasil, incluindo a definição dos percentuais de mistura de biocombustíveis. Suas decisões têm peso estratégico e afetam toda a cadeia produtiva, desde a agricultura até as distribuidoras de combustíveis.

Para a engenharia e o setor de infraestrutura, a eventual alteração na mistura da gasolina exige adaptações. Produtores de etanol podem ver um aumento na demanda, enquanto distribuidores de combustíveis precisarão ajustar suas operações. Além disso, a engenharia de motores automotivos e de equipamentos movidos a gasolina deve considerar as novas especificações, garantindo a compatibilidade e a performance dos veículos e máquinas com um teor mais elevado de etanol. A remoção de subsídios, por sua vez, impacta diretamente a precificação e a viabilidade econômica do etanol como alternativa energética.

Com informações de Petronoticias.

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