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Energia· 27 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Como dimensionar o DPS, o dispositivo de proteção contra surtos

Saiba como dimensionar corretamente o dispositivo de proteção contra surtos para garantir a segurança das instalações elétricas.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Como dimensionar o DPS, o dispositivo de proteção contra surtos

Dimensionar o DPS, o dispositivo de proteção contra surtos, exige o cálculo correto da corrente máxima de descarga e a análise do nível de proteção necessário conforme a NBR 5410. O profissional do setor elétrico precisa avaliar a origem das descargas atmosféricas e as características da rede antes de especificar o equipamento. Erros na escolha podem deixar quadros de distribuição e equipamentos sensíveis vulneráveis a queimas por surtos transitórios.

A primeira etapa do dimensionamento consiste em identificar a classe de ensaio do DPS. A classe I protege contra descargas diretas e aplica-se a edificações alimentadas por linhas aéreas ou com sistema de proteção contra descargas atmosféricas. A classe II atua contra surtos indiretos e manobras na rede, sendo a mais comum em quadros de distribuição secundários. A classe III é complementar e fica próxima aos equipamentos sensíveis.

A corrente nominal de descarga, conhecida como In, indica a capacidade do DPS de suportar surtos repetidos sem sofrer degradação. Para instalações residenciais e comerciais típicas, valores de vinte quiloampères costumam atender à maioria dos quadros secundários. A corrente máxima de descarga, ou Imax, representa o limite que o componente suporta uma única vez antes de falhar.

Outro parâmetro crítico é o nível de proteção, representado pela sigla Up. Esse valor indica a tensão máxima que o DPS deixa passar para a carga durante a atuação. O Up precisa ser inferior à suportabilidade dos equipamentos instalados na rede para evitar danos por sobretensão.

Onde instalar o dispositivo

A localização do DPS no quadro de distribuição afeta diretamente a eficiência da proteção. O componente deve ficar o mais próximo possível da entrada dos condutores na edificação, com cabos de ligação curtos e retos. Condutores longos aumentam a indutância e elevam a tensão residual que chega aos equipamentos.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre DPS classe I e classe II? O DPS classe I suporta correntes parciais de raio e é indicado para locais com SPDA ou linhas aéreas externas. O classe II protege contra surtos conduzidos pela rede de distribuição pública e surtos de manobra interna.

Posso instalar apenas um DPS na entrada da edificação? Depende do tamanho da edificação e da distância até os equipamentos. Muitas vezes é necessário adotar uma proteção em cascata, combinando classes diferentes no quadro geral e nos subquadros.

O DPS substitui o uso de filtros de linha? Não. O DPS protege a instalação fixa e grandes equipamentos contra surtos de alta energia, enquanto os filtros atuam em surtos menores e na filtragem de ruídos para eletrônicos sensíveis.

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