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Construção· 01 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Construção recua 0,4% no segundo trimestre mas fecha semestre em alta

Setor sente o impacto da manutenção de juros elevados por período prolongado, mas acumula alta de 1,1% no primeiro semestre de 2026.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Construção recua 0,4% no segundo trimestre mas fecha semestre em alta

A construção civil registrou retração de 0,4% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, conforme os dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a desaceleração pontual no período, o setor exibe resiliência no acumulado do ano e registra crescimento de 1,1% no primeiro semestre, sustentando a trajetória positiva do mercado de trabalho.

A retração trimestral reflete diretamente o cenário macroeconômico atual, marcado por taxas de juros em patamares elevados por um período prolongado. A política monetária restritiva encarece o crédito imobiliário e o financiamento de novos empreendimentos, impondo maior cautela a incorporadoras e construtoras no planejamento de novos canteiros de obras.

No panorama geral da economia brasileira, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou expansão de 0,5% no segundo trimestre, considerando a série com ajuste sazonal. O setor industrial como um todo avançou 0,1% no intervalo, com destaque para o desempenho das indústrias extrativas, que saltaram 3,4% e puxaram o resultado positivo da indústria.

Enquanto o setor extrativo dita o ritmo da alta industrial, a cadeia da construção civil lida com o encarecimento de insumos e a rigidez financeira. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que, embora o mercado de trabalho da construção mantenha resultados operacionais favoráveis e geração de vagas, o ambiente de crédito restrito limita saltos maiores na atividade.

Impacto para o setor

Para o engenheiro, gestor e decisor de infraestrutura, o momento exige rigor no planejamento orçamentário e na gestão de fluxo de caixa dos projetos em andamento. Com o crédito mais caro freando o lançamento de novas praças, a eficiência na execução e o controle de custos tornam-se diferenciais decisivos para proteger as margenes das construtoras nos próximos meses.

Com informações de Tribuna do Sertão.

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