Corte automático de GD solar: ONS mira fim de 2024, mas setor vê caminho longo
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) busca implementar o corte automático de usinas de Geração Distribuída solar a partir do último bimestre do ano.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) planeja iniciar o corte automático de usinas de Geração Distribuída (GD) solar a partir do último bimestre de 2024. A medida visa aprimorar a gestão da rede elétrica, mas o setor elétrico já aponta que o desenvolvimento do sistema enfrenta desafios significativos.
Atualmente, os estudos técnicos para a criação e implementação desse sistema estão em andamento dentro do ONS. A iniciativa representa um avanço na automação da operação do sistema, buscando maior eficiência e segurança na integração da crescente capacidade de GD solar.
Contudo, agentes do setor já manifestam que o processo de concretização desse corte automático é um "caminho longo". A complexidade técnica envolvida na comunicação, controle e acionamento remoto dessas unidades de geração exige soluções robustas e padronizadas.
Para engenheiros e gestores da área de energia, a implementação desse sistema implica a necessidade de adaptação de equipamentos e softwares nas usinas de GD solar. A compatibilidade com os futuros protocolos do ONS será crucial para evitar interrupções inesperadas na operação e garantir a conformidade regulatória.
A efetivação do corte automático demandará investimentos em tecnologia e infraestrutura por parte dos operadores de GD, além de um alinhamento claro com as diretrizes do ONS. O prazo estabelecido para o final de 2024 sugere uma corrida contra o tempo para o desenvolvimento e homologação das soluções necessárias.
A decisão do ONS, embora estratégica para a estabilidade do sistema, coloca um novo desafio para o planejamento e a operação de projetos de geração distribuída solar no país, impactando diretamente o cronograma e o custo de adequação para quem atua no segmento.
Com informações de Agência iNFRA.
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