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Carreira· 19 de julho de 2026· 1 min de leitura

Cuiabá altera medição de ruído para onde o som atinge o vizinho

Portaria da Prefeitura de Cuiabá estabelece que a aferição do volume de som passará a ser feita no local onde o ruído incomoda, e não mais na fonte emissora.

Redação Giro Engenharia
Cuiabá altera medição de ruído para onde o som atinge o vizinho

A Prefeitura de Cuiabá implementou uma mudança significativa na fiscalização de ruído excessivo. Uma nova portaria municipal determina que a medição do barulho de som será realizada no local onde ele atinge os moradores vizinhos, e não mais na fonte emissora, como era a prática anterior. A medida visa aprimorar a fiscalização e proteger o bem-estar da população urbana.

Historicamente, a aferição do nível de decibéis era feita na origem do som, o que muitas vezes não refletia o incômodo real sentido por quem estava a uma certa distância. Com a alteração, a avaliação considerará o impacto efetivo do ruído no ambiente residencial ou comercial adjacente, buscando uma correspondência mais fiel com a percepção dos afetados.

Para estabelecimentos comerciais, casas de shows e até canteiros de obras com atividades noturnas, essa mudança implica a necessidade de uma análise mais rigorosa do isolamento acústico e do controle de emissão sonora. A responsabilidade pela conformidade agora se estende ao impacto percebido externamente, exigindo soluções de engenharia que garantam a atenuação adequada do som.

A fiscalização, realizada pelos órgãos municipais competentes, terá um novo parâmetro para aplicar as sanções previstas na legislação ambiental. Engenheiros acústicos e projetistas de edificações precisarão considerar essa diretriz ao planejar e executar empreendimentos que possam gerar ruído significativo, desde a fase de projeto até a operação.

Essa portaria representa um avanço na legislação ambiental urbana de Cuiabá, alinhando a cidade a práticas que priorizam a qualidade de vida e a saúde auditiva da população. Profissionais da construção e da engenharia devem adaptar seus projetos e operações para atender a essa nova exigência, evitando multas e interdições e promovendo uma convivência mais harmônica no ambiente urbano.

Com informações de Olhar Direto.

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