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Energia· 10 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Custo de expansão do setor elétrico vai a R$ 240/MWh com demanda por potência

Estimativa do Itaú BBA aponta que a necessidade de potência firme empurra os custos marginais para cima entre 2030 e 2035 no Brasil.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 14 de agosto de 2026
Custo de expansão do setor elétrico vai a R$ 240/MWh com demanda por potência

A expansão do sistema elétrico brasileiro exigirá investimentos mais altos nos próximos anos devido à pressão por potência firme. Estudo divulgado pelo Itaú BBA aponta que o custo marginal de expansão do setor deve saltar para cerca de R$ 240 por megawatt-hora entre os anos de 2030 e 2035. O modelo do banco separa a conta entre a energia pura e a necessidade física de suprimento em momentos de pico.

No cenário-base traçado pela instituição financeira, o custo associado estritamente à expansão necessária para atender ao consumo bruto de energia é estimado em R$ 195 por megawatt-hora. No entanto, quando a equação passa a incorporar a exigência por flexibilidade e capacidade de resposta rápida do parque gerador, o valor sofre um acréscimo expressivo de R$ 45, atingindo o patamar de R$ 240 por megawatt-hora.

Essa diferença de custo reflete a mudança estrutural no planejamento da operação e da matriz energética nacional. Com a expansão contínua de fontes intermitentes, o sistema ganha volume de energia gerada ao longo do ano, mas perde a garantia de entrega imediata em momentos de alta carga, exigindo ativos capazes de entrar em operação rapidamente.

Diante desse cenário de escassez relativa de flexibilidade, as usinas hidrelétricas com reservatórios e capacidade de regulação retomam espaço e tendem a figurar entre as fontes mais competitivas do mercado. A capacidade de modular a geração faz desses ativos peças centrais para equilibrar a rede sem comprometer a estabilidade do suprimento.

Para o profissional de engenharia, o gestor de infraestrutura e o decisor do setor elétrico, o diagnóstico do banco altera a lógica de viabilidade de novos projetos de geração e transmissão. O planejamento de longo prazo precisa computar não apenas o volume de gigawatts produzidos, mas a localização, a rapidez de resposta e a segurança sistêmica que cada tecnologia entrega ao operador nacional.

Com informações de MegaWhat.

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