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Construção· 10 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Data center de IA de R$ 250 mi em Belém tem ação do MP por risco de ilha de calor

Projeto de R$ 250 milhões para o primeiro data center de IA da Amazônia, em Belém, foi questionado pelo Ministério Público devido ao potencial de gerar ilhas de calor em uma cidade já quente, sem normas específicas.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Data center de IA de R$ 250 mi em Belém tem ação do MP por risco de ilha de calor

O primeiro data center de inteligência artificial da região amazônica, avaliado em R$ 250 milhões, iniciará em Belém, mas já foi alvo de investigação do Ministério Público por risco de criar ilhas de calor numa cidade que enfrenta temperaturas extremas e carece de regulamentação para esse tipo de instalação.

O investimento será destinado à construção de um complexo de servidores de alta performance, destinado a suportar demandas de aprendizado de máquina e processamento de grandes volumes de dados, marcando a primeira iniciativa desse porte na Amazônia.

O Ministério Público apontou que a concentração de equipamentos de alta densidade energética pode elevar a temperatura local, formando microclimas de calor que agravam as condições já adversas da capital paraense.

Para os profissionais de engenharia, o alerta traz à tona a necessidade de projetos de climatização avançados, uso de sistemas de resfriamento eficientes e, quando possível, integração de fontes de energia renovável para mitigar o consumo energético.

A ausência de normas municipais específicas para regular o efeito térmico de data centers pode levar a futuras exigências de estudo de impacto térmico e medidas compensatórias, como áreas verdes ou sistemas de arrefecimento passivo.

Embora o empreendimento prometa impulsionar a economia digital da região, a controvérsia evidencia o equilíbrio entre desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade urbana que os gestores de infraestrutura precisarão considerar.

Engenheiros e decisores devem acompanhar as decisões do Ministério Público e possíveis decretos regulatórios, adotando práticas de design térmico que reduzam a geração de calor e garantam a viabilidade ambiental do projeto.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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