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Energia· 21 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Data centers de 2 GW no Brasil exigem revisão de regras no ONS

Operador elétrico aponta 10 GW em projetos de data centers em análise de conexão e avalia impacto na rede básica.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Data centers de 2 GW no Brasil exigem revisão de regras no ONS

A expansão de data centers de grande porte no Brasil colocou em alerta o Operador Nacional do Sistema Elétrico devido ao volume massivo de energia exigido por esses empreendimentos. Segundo Alexandre Zucarato, diretor de Planejamento do ONS, cerca de 10 gigawatts em projetos voltados para processamento de dados já tramitam em diferentes etapas de conexão à rede elétrica nacional. A demanda atípica de unidades individuais que chegam a requerer 2 gigawatts de potência pode causar instabilidades operacionais e exige novas diretrizes técnicas para o setor.

A concentração desses centros de processamento e inteligência artificial pressiona diretamente o planejamento de expansão da transmissão. Unidades com essa escala de consumo superam a carga de grandes complexos industriais e se equiparam a cidades de médio porte, exigindo reforços imediatos nas subestações e nas linhas de alta tensão para evitar sobrecargas e garantir a confiabilidade do suprimento.

O ONS estuda mudanças nas normas de acesso e conexão para disciplinar a entrada dessas cargas no Sistema Interligado Nacional. A preocupação central do operador técnico é assegurar que a inserção de blocos tão expressivos de energia ocorra sem comprometer a margem de reserva e a estabilidade de tensão, especialmente em horários de pico de consumo no país.

A magnitude dos projetos em análise altera a dinâmica histórica de planejamento da infraestrutura energética brasileira. Até então, o crescimento da demanda era pulverizado e acompanhava projeções macroeconômicas tradicionais, enquanto a corrida por infraestrutura digital traz saltos repentinos de carga concentrados em regiões específicas.

Para o profissional da engenharia e gestores de infraestrutura, o cenário impõe um redesenho nos critérios de projeto para conexões de alta capacidade. A adequação regulamentar que o operador prepara deve estabelecer exigências mais rígidas de robustez e garantias operacionais para os novos centros de dados que buscam viabilidade técnica no país.

Com informações de MegaWhat.

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