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Energia· 19 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Diamante testa biocarvão de casca de coco em usina de 360 MW

Diamante Energia realiza primeiro teste industrial com carvão híbrido na usina térmica de Pecém, misturando biomassa ao combustível mineral.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Diamante testa biocarvão de casca de coco em usina de 360 MW

A Diamante Energia executou o primeiro teste industrial com o uso de um combustível híbrido na usina termelétrica de Pecém. A operação inédita aplicou uma biomassa derivada da casca de coco, transformada em biocarvão, na caldeira da unidade geradora UG1, que possui capacidade de 360 MW. O procedimento marca a transição para a fase prática de uma tecnologia que vinha sendo desenvolvida e aprimorada em laboratório para reduzir a pegada de carbono da geração termelétrica a carvão mineral.

A iniciativa insere-se nos esforços do setor elétrico para incorporar fontes renováveis e coprodutos em processos industriais consolidados. A mistura do biocarvão com o carvão mineral busca mitigar emissões sem exigir alterações estruturais drásticas nas caldeiras de grande porte, mantendo a estabilidade operacional exigida pelo sistema interligado nacional.

A unidade escolhida para o teste, a UG1 de 360 MW, opera com parâmetros rígidos de eficiência térmica e controle de emissões. A introdução da casca de coco carbonizada na matriz de alimentação serve para avaliar o comportamento térmico da caldeira, o rendimento da geração e a integridade dos queimadores diante de um insumo com características físico-químicas diferentes do mineral puro.

Para o setor de engenharia e para os gestores de geração de energia, o avanço indica caminhos viáveis para a descarbonização de ativos térmicos existentes. O uso de biomassa na mesma linha de suprimento reduz a dependência exclusiva de combustíveis fósseis, aproveitando resíduos agroindustriais com alto poder calorífico em substituição parcial ao carvão tradicional.

O sucesso da queima industrial abre espaço para novas etapas de testes de longa duração na usina de Pecém. Engenheiros e operadores agora analisam os dados de desempenho da caldeira, emissões de gases e resíduos gerados nas cinzas para definir o percentual ideal de mistura comercializável nos próximos meses.

Com informações de MegaWhat.

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