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Energia· 06 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Dinamarca avança com hidrogênio de 2 GW e aporte de € 245 milhões

Projeto da Everfuel garante subsídio alemão e reserva de gasodutos transfronteiriços para abastecer o mercado industrial da Alemanha.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Dinamarca avança com hidrogênio de 2 GW e aporte de € 245 milhões

A empresa dinamarquesa Everfuel deu um passo decisivo no setor de energias renováveis ao avançar com um projeto de hidrogênio verde na Dinamarca que prevê capacidade de eletrólise de até 2 GW. A iniciativa garantiu um aporte financeiro de 245 milhões de euros concedido pelo governo da Alemanha, consolidando uma rota de suprimento energético voltada diretamente para o parque industrial alemão. O contrato assinado entre as partes estabelece as bases para a produção em larga escala e a exportação desse insumo limpo por meio de infraestrutura dedicada.

Como parte da estratégia logística para escoar a produção, a desenvolvedora dinamarquesa já garantiu a reserva de capacidade equivalente a 400 MW em gasodutos que conectam os dois países. Essa integração de malhas dutoviárias transfronteiriças é o elemento central para viabilizar o transporte seguro e contínuo do combustível até os centros consumidores em território alemão, que buscam descarbonizar processos industriais pesados.

Infraestrutura e escala

A expansão planejada até a marca de 2 GW exige o desenvolvimento de novas instalações de eletrólise e adaptações severas na rede de transporte de gás natural, que passa a incorporar misturas ou fluxos dedicados de hidrogênio. Para o setor de engenharia e gestão de infraestrutura energética, o empreendimento serve como termômetro sobre a viabilidade técnica de converter dutos existentes para a nova matriz e de projetar plantas industriais eletroquímicas de gigawatts.

O avanço do projeto dinamarquês demonstra como os subsídios estatais europeus continuam a ser o principal gatilho financeiro para destravar investimentos bilionários em transição energética. Para os profissionais que projetam e operam sistemas de transporte de energia, o desafio imediato reside em garantir a estanqueidade, a compatibilidade de materiais com o hidrogênio e a eficiência na gestão de capacidade contratada entre redes internacionais.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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