Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 01 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Egito ativa complexo solar de 1.465 MW com seis milhões de painéis no deserto

Parque fotovoltaico de Benban ocupa 37 quilômetros quadrados e conecta 32 usinas para abastecer mais de um milhão de residências.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Egito ativa complexo solar de 1.465 MW com seis milhões de painéis no deserto

O Egito concluiu a instalação de um dos maiores parques solares do mundo no deserto da região de Benban, reunindo capacidade total de 1.465 MW. O projeto exigiu a ocupação de uma área de 37 quilômetros quadrados com a instalação de cerca de seis milhões de painéis fotovoltaicos para injetar energia limpa na rede elétrica nacional.

A infraestrutura foi dividida e integrada por 32 usinas solares distintas que operam de forma conectada. A concentração de múltiplos empreendimentos no mesmo polo otimizou custos de transmissão e acelerou a expansão da matriz renovável em território egípcio.

A escolha do deserto de Benban considerou a alta incidência solar diária e a vastidão de terreno plano, fatores que maximizam a eficiência de captação dos módulos fotovoltaicos. A engenharia de terraplanagem e fundações exigiu soluções específicas para suportar a movimentação de areia e as variações térmicas extremas da região.

A energia gerada pelo complexo colossal é suficiente para suprir a demanda anual de mais de um milhão de residências. O volume de eletricidade injetado reduz a dependência de combustíveis fósseis na geração de base do país norte-africano.

Para o setor de engenharia e infraestrutura de energia, o empreendimento serve como referência em projetos fotovoltaicos de grande escala no modelo IPP (Produtor Independente de Energia). A execução exigiu coordenação logística complexa para o transporte e montagem de milhões de componentes em uma zona remota.

A operação em larga escala do polo de Benban consolida o país como um dos principais mercados de transição energética na África. Os engenheiros e gestores envolvidos no projeto agora monitoram o desempenho operacional dos inversores e sistemas de monitoramento remoto instalados em todo o perímetro do deserto.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.