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Energia· 02 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Encomendas de navios batem recorde de 2008 e chegam a US$ 700 bi

Construção naval mundial registrou em outubro de 2026 226,1 milhões de tgc em pedidos acumulados, acima do pico de 2008, segundo a fonte.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Encomendas de navios batem recorde de 2008 e chegam a US$ 700 bi

A construção naval mundial atingiu em outubro de 2026 um novo recorde de encomendas, com 226,1 milhões de toneladas brutas compensadas (tgc) em pedidos acumulados. O volume superou os 225,5 milhões de tgc registrados no pico de 2008, e o montante em carteira chega a US$ 700 bilhões.

O recorde anterior vinha do boom que antecedeu a crise financeira global, quando os estaleiros do mundo tinham a carteira de pedidos mais cheia da história. A marca agora vem com uma projeção de aumento da produção de navios até 2028, segundo o material apurado.

O número de tgc é a unidade usada pelo setor para comparar a capacidade de carga encomendada entre diferentes tipos de embarcação, e não se confunde com o número de navios. Por isso, a comparação com 2008 deve ser lida em volume de carga e não em quantidade de unidades.

Um dos sinais concretos desse ciclo aparece na Coreia do Sul. Segundo fontes da indústria naval citadas pela Click Petróleo e Gás, o JP Morgan aparece como responsável por uma nova encomenda de dois petroleiros VLCC ao estaleiro Hanwha Ocean, em um negócio de 356,8 bilhões de won.

Os navios entram na conta de um banco que, segundo a mesma fonte, já soma 12 embarcações e US$ 1,55 bilhão em encomendas atribuídas a ele. O caso mostra que parte da demanda naval de agora passa por financiamento de grandes instituições financeiras, e não só por armadores tradicionais.

Para quem projeta, constroi ou decide sobre estaleiros e terminais, o dado relevante é o horizonte: carteira cheia até 2028 significa disputa por mão de obra, aço e espaço de carreira seca nos estaleiros. Quem contrata serviço ou fornecimento para a indústria naval deve acompanhar prazos de entrega e a capacidade real de produção dos estaleiros.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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