Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 05 de julho de 2026· 2 min de leitura

Engie estuda mineração de bitcoin e baterias para evitar corte de energia em projeto solar de 895 MWp

A empresa busca alternativas tecnológicas para aproveitar a energia solar gerada em seu maior parque, que sofre com o corte imposto pela rede elétrica brasileira.

Redação Giro Engenharia· atualizado em 06 de julho de 2026
Engie estuda mineração de bitcoin e baterias para evitar corte de energia em projeto solar de 895 MWp

A Engie, uma das maiores geradoras de energia do país, está estudando a implementação de soluções como mineração de bitcoin e sistemas de armazenamento com baterias em seu maior projeto solar, de 895 MWp, no Brasil. O objetivo é aproveitar a energia que a rede elétrica nacional manda descartar, um fenômeno conhecido como curtailment, que tem gerado perdas bilionárias para o setor desde 2023.

O problema do curtailment afeta significativamente os projetos de geração de energia renovável, como usinas solares e eólicas. Desde 2023, geradores têm sido obrigados a reduzir sua produção em determinados momentos, principalmente devido a gargalos na infraestrutura de transmissão ou a decisões de despacho da rede elétrica.

Essas interrupções forçadas resultam em perdas financeiras substanciais para as empresas do setor. As “perdas bilionárias” mencionadas impactam diretamente a rentabilidade e a viabilidade dos investimentos em energia solar e eólica, criando um desafio para o crescimento sustentável da matriz energética.

O parque solar da Engie em questão, com sua capacidade de 895 MWp, representa um investimento considerável. A busca por alternativas como a mineração de criptomoedas ou o uso de baterias de grande escala visa transformar a energia que seria perdida em um novo fluxo de receita ou em capacidade de despacho flexível, agregando valor ao ativo.

A mineração de bitcoin, embora intensiva em energia, pode funcionar como uma carga flexível, capaz de consumir o excedente de energia em momentos de curtailment. Já os sistemas de baterias permitem armazenar a eletricidade gerada para posterior injeção na rede quando houver maior demanda ou capacidade de transmissão, otimizando o uso dos recursos.

A iniciativa da Engie reflete uma tendência crescente na engenharia e gestão de energia, onde a otimização da geração e a mitigação de perdas por curtailment se tornam fatores críticos. Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a integração de tecnologias como armazenamento de energia e cargas flexíveis passa a ser essencial no projeto e na operação de grandes usinas. Soluções inovadoras como estas podem ditar a rentabilidade e a sustentabilidade de futuros empreendimentos, exigindo análise técnica aprofundada para dimensionamento e integração desses sistemas.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.