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Energia· 17 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Engie estuda usinas reversíveis no Brasil e mira novas aquisições

Empresa condiciona conversão de hidrelétricas à renovação de concessões e defende rateio de custos em leilão de baterias.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Engie estuda usinas reversíveis no Brasil e mira novas aquisições

A Engie Brasil Energia avalia a viabilidade de converter usinas hidrelétricas tradicionais em unidades reversíveis no país, modelo que armazena energia bombeando água para reservatórios superiores em momentos de alta oferta. Para avançar com a engenharia desses projetos, contudo, a companhia aponta como condição indispensável a renovação antecipada das concessões de geração sob sua operação. Paralelamente, a gerentou analisa oportunidades de fusões e aquisições nos mercados de hidrelétricas e eólicas, de olho em ativos que possam equilibrar portfólios afetados pelo avanço do curtailment no setor elétrico.

Desafios do Curtailment e Fusões

O corte na geração renovável por restrições de transmissão, conhecido como curtailment, tem redesenhado as estratégias de grandes players de infraestrutura energética no Brasil. Com parques eólicos e solares sofrendo reduções forçadas de produção em horários de pico, a busca por ativos hidrelétricos e estruturas de armazenamento ganha tração técnica e financeira. A Engie monitora o mercado em busca de oportunidades de M&A que tragam sinergia operacional e mitiguem a volatilidade gerada pelas restrições de despacho no sistema interligado.

O Debate sobre Armazenamento

No campo regulatório, a companhia posiciona-se sobre os rumos do armazenamento em larga escala no país. A diretoria da Engie defende que os custos associados ao futuro leilão de baterias sejam rateados de forma equilibrada entre geradores e consumidores finais. Para os gestores e projetistas da área de energia, a definição desse modelo de encargos é o fator determinante que viabilizará a implantação de sistemas de armazenamento em baterias em solo brasileiro, definindo a viabilidade econômica de novas infraestruturas de suporte à rede.

Com informações de MegaWhat.

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