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Energia· 18 de agosto de 2026· 1 min de leitura

EPE projeta demanda de 20 GW para data centers em dez anos

A Empresa de Pesquisa Energética estima que o novo polo de data centers exigirá carga equivalente a uma vez e meia o consumo máximo do estado do Rio de Janeiro.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
EPE projeta demanda de 20 GW para data centers em dez anos

A Empresa de Pesquisa Energética projeta uma demanda adicional de 20 gigawatts de energia elétrica no horizonte de dez anos para atender exclusivamente ao setor de data centers no Brasil. O número foi apresentado nesta terça-feira (18) pelo diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da autarquia, Thiago Ivanoski, durante evento do setor.

Para dimensionar o impacto da cifra no sistema elétrico brasileiro, a carga prevista de 20 GW representa uma vez e meia o consumo máximo registrado no estado do Rio de Janeiro. A expansão acelerada da infraestrutura digital e o avanço da computação em nuvem e de inteligência artificial pressionam o planejamento energético nacional.

A projeção da EPE evidencia o desafio técnico e regulatório que o setor elétrico enfrentará para garantir a segurança de suprimento e a expansão da rede de transmissão. Instalações desse porte exigem disponibilidade contínua de energia e alta confiabilidade, o que altera o perfil de carga tradicional das redes de distribuição e transmissão.

A chegada massiva de grandes centros de dados exige que os órgãos de planejamento revejam as premissas de expansão da matriz e da infraestrutura de alta tensão. A localização dessas plantas, concentradas tradicionalmente em polos tecnológicos, também demandará reforços específicos nas subestações para evitar gargalos operacionais.

Para o engenheiro eletricista, o gestor de infraestrutura e os projetistas do setor, a nova demanda impõe um cenário de planejamento mais complexo, com foco na integração de novas fontes e na garantia de robustez para redes de transmissão que precisarão escoar blocos expressivos de energia em regiões estratégicas.

Com informações de Agência iNFRA.

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