Estudo prova que agregados reciclados mantêm resistência concreto
Pesquisa da Escuela Superior Politécnica del Litoral, em parceria com a University of Surrey, indica que o uso de agregados reciclados pode ser feito sem perda de desempenho, desde que sejam observados limites técnicos.

Um estudo recente publicado na revista Construction and Building Materials demonstra que agregados reciclados podem ser incorporados ao concreto estrutural sem redução da resistência, desde que sejam observados certos limites técnicos.
A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Escuela Superior Politécnica del Litoral, em colaboração com a University of Surrey, e traz evidências que contestam a crença amplamente aceita de que a reciclagem de agregados implica perda de desempenho.
Os autores avaliaram diferentes proporções de agregado reciclado e compararam as propriedades mecânicas com as de concreto convencional, constatando que, dentro das faixas de substituição recomendadas, os resultados de compressão, flexão e durabilidade permaneceram equivalentes.
Embora os detalhes quantitativos das proporções e dos limites técnicos não tenham sido divulgados na síntese, os autores ressaltam a necessidade de controle rigoroso da qualidade dos materiais reciclados e da adequação dos processos de mistura.
A publicação do trabalho em um periódico de alto fator de impacto reforça a relevância da abordagem para a engenharia civil, sobretudo diante da crescente pressão por soluções sustentáveis e pela diminuição da extração de recursos naturais.
Implicações para o setor Para projetistas e gestores de obras, o resultado indica que a adoção de agregados reciclados pode ser considerada uma alternativa viável, reduzindo custos de matéria-prima e a pegada de carbono, sem comprometer a segurança estrutural, contanto que as especificações de mistura sejam seguidas.
A pesquisa abre caminho para a revisão de normas técnicas brasileiras, como a ABNT NBR 15575, que ainda impõe restrições ao uso de materiais reciclados, e pode estimular a inclusão de critérios de desempenho mais flexíveis.
Em prática, as empresas de construção deverão investir em procedimentos de qualificação dos agregados e em ensaios de controle, para garantir que os limites técnicos apontados pelos autores sejam atendidos e que a durabilidade das estruturas seja preservada.
Assim, a conclusão do estudo sugere que a sustentabilidade na produção de concreto pode avançar sem sacrificar a resistência, oferecendo ao setor uma opção concreta para atender às metas de redução de impactos ambientais.
Com informações de Phys.org Engenharia.
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