EUA financiam nova termelétrica a carvão de 1,6 GW com captura de carbono
O Departamento de Energia dos EUA destinou US$ 18,5 milhões para o projeto TerraSpark Energy Campus na Virgínia Ocidental, que prevê uma usina de 1,6 GW com tecnologia de caldeiras supercríticas e captura de carbono.

O Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos está investindo US$ 18,5 milhões no desenvolvimento do TerraSpark Energy Campus, um projeto de usina termelétrica a carvão de 1,6 GW na Virgínia Ocidental. A iniciativa, parte de um programa de revitalização do carvão de US$ 350 milhões, visa a construção de uma nova instalação com avançadas tecnologias de queima e captura de carbono, com previsão de início das operações em 2030.
O projeto TerraSpark, desenvolvido pela empresa de mesmo nome, integrará caldeiras supercríticas da Babcock & Wilcox (B&W) com o sistema de captura de carbono por borato fundido da Mantel Capture. Esta combinação tecnológica é projetada para alcançar uma eficiência de captura entre 95% e 98% das emissões de dióxido de carbono.
O financiamento para o TerraSpark Energy Campus é uma parcela significativa do programa do DOE para reativar a infraestrutura de carvão no país. A alocação de recursos demonstra um esforço para modernizar o parque gerador, buscando tecnologias que permitam a continuidade do uso do carvão com menor impacto ambiental.
A construção de uma nova usina a carvão nos EUA, antes considerada improvável devido à pressão por descarbonização, sinaliza uma possível reavaliação estratégica na matriz energética. Para a engenharia, o projeto representa um desafio na integração de sistemas de combustão de alta eficiência com complexas soluções de captura de carbono em escala industrial.
A aprovação e o financiamento deste projeto indicam que o setor de energia pode ver um ressurgimento de investimentos em tecnologias de carvão limpo, especialmente em regiões dependentes da mineração. Profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura devem observar o avanço destas tecnologias, que podem influenciar futuras diretrizes para projetos de geração termelétrica e para o desenvolvimento de soluções de redução de emissões em outras indústrias.
Com informações de POWER Magazine.
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