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Infraestrutura· 16 de julho de 2026· 1 min de leitura

Ferrogrão pode gerar economia de R$ 112,1 milhões para escoamento de grãos

Estudo do Centro Universitário FEI projeta economia milionária com a ferrovia, impactando o fluxo logístico de grãos do Centro-Oeste brasileiro.

Redação Giro Engenharia
Ferrogrão pode gerar economia de R$ 112,1 milhões para escoamento de grãos

A Ferrogrão tem o potencial de gerar uma economia de R$ 112,1 milhões nos custos logísticos para o escoamento de grãos do Centro-Oeste brasileiro. Esta projeção é resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo Centro Universitário FEI, que utilizou modelagem matemática para simular os impactos da ferrovia no sistema de transporte de cargas.

O estudo da FEI analisou como a implementação da Ferrogrão poderia otimizar a movimentação de commodities agrícolas, que atualmente dependem majoritariamente do transporte rodoviário para chegar aos portos de exportação. A modelagem considerou diversos fatores logísticos e econômicos inerentes à cadeia de suprimentos do agronegócio.

Um dos pontos-chave apontados pela pesquisa é a redistribuição do fluxo de cargas. A ferrovia, ao conectar a região produtora do Centro-Oeste aos portos do Norte do país, tende a aliviar a pressão sobre os portos do Sul e Sudeste, como o Porto de Santos, que hoje concentram grande parte do volume exportado.

Para o setor de infraestrutura e logística, a economia projetada representa um ganho significativo na competitividade do agronegócio brasileiro. A redução dos custos de transporte pode influenciar diretamente a precificação dos produtos no mercado internacional e a rentabilidade dos produtores rurais.

A concretização da Ferrogrão, portanto, não apenas promete desafogar gargalos logísticos existentes, mas também introduzir uma alternativa de transporte mais eficiente e de menor custo operacional para grandes volumes. Engenheiros e gestores da área devem observar o projeto como um vetor de mudanças na matriz de transporte de cargas do país, com impactos diretos no planejamento de novas infraestruturas e na otimização das cadeias de suprimentos de grãos.

Com informações de Agência iNFRA.

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