Giro EngenhariaNewsletter
Construção· 25 de junho de 2026· 2 min de leitura

Fim da escala 6x1 pode elevar custo de imoveis em 5% e atrasar obras

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) alerta que a mudança na jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1, impactará o setor da construção civil, elevando preços e prazos.

Redação Giro Engenharia
Fim da escala 6x1 pode elevar custo de imoveis em 5% e atrasar obras

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) classificou o fim da escala de trabalho 6x1 na construção civil como uma "pauta-bomba", projetando um aumento de até 5% no custo final dos imóveis e o alongamento dos prazos de entrega das obras. A medida, que altera a jornada de trabalho, gera preocupação entre incorporadoras e construtoras.

Tradicionalmente, a escala 6x1 permite que trabalhadores atuem por seis dias consecutivos e descansem um, sendo amplamente utilizada em canteiros de obras para otimizar o fluxo de trabalho e o cronograma dos projetos. A alteração na regulamentação trabalhista que visa limitar essa prática força as empresas a readequarem suas equipes e métodos.

O impacto financeiro estimado pela ABRAINC é significativo. Um aumento de 5% no custo dos imóveis pode repercutir diretamente no bolso do consumidor, tornando a aquisição da casa própria mais cara. Este acréscimo se soma a outros desafios já enfrentados pelo setor, como a variação de preços de materiais e a taxa de juros.

Além do encarecimento, a entidade também prevê que as obras terão seus prazos de conclusão estendidos. A necessidade de reorganizar as equipes, possivelmente com a contratação de mais mão de obra ou a adoção de turnos adicionais, afeta a eficiência e a velocidade dos projetos, desde a fundação até a entrega final.

A ABRAINC, que representa as principais incorporadoras do país, tem manifestado sua preocupação com o cenário. A entidade argumenta que a medida pode desacelerar o ritmo de lançamentos e entregas, impactando a oferta de moradias e a geração de empregos no setor, que é um dos maiores empregadores do Brasil.

Para os profissionais da engenharia e gestão de projetos, a mudança exige uma revisão profunda dos planejamentos. Será preciso recalcular orçamentos, ajustar cronogramas e buscar novas estratégias para mitigar os impactos nos custos e prazos, garantindo a viabilidade dos empreendimentos em um ambiente de maior complexidade operacional e financeira.

Com informações de itatiaia.com.br.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.