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Energia· 20 de agosto de 2026· 1 min de leitura

FPSO Alexandre de Gusmão atinge pico de 180 mil barris por dia em Mero

Quinta unidade produtiva instalada no campo do pré-sal da Bacia de Santos alcança a capacidade máxima projetada.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
FPSO Alexandre de Gusmão atinge pico de 180 mil barris por dia em Mero

O navio-plataforma FPSO Alexandre de Gusmão atingiu a marca de 180 mil barris de óleo por dia, alcançando o topo de sua capacidade de produção prevista em projeto. A unidade opera no campo de Mero, situado na camada pré-sal da Bacia de Santos, consolidando mais uma etapa relevante para a infraestrutura offshore de óleo e gás no país. A embarcação representa a quinta unidade definitiva a entrar em operação na área.

O projeto de engenharia naval e submarina da plataforma foi concebido para integrar um total de 12 poços. Deste total, a configuração contempla seis poços produtores de petróleo e seis poços injetores, que alternam a injeção de água ou gás para manter a pressão do reservatório e otimizar a recuperação dos hidrocarbonetos.

O campo de Mero tem relevância estratégica para o setor energético nacional e ocupa atualmente a posição de terceiro maior campo produtor de petróleo do Brasil. Ele fica atrás apenas dos campos de Búzios e de outros grandes polos produtores da costa brasileira, exigindo alta complexidade logística e tecnológica em suas instalações.

A operação em regime de capacidade máxima exige o monitoramento constante dos sistemas de separação e tratamento de fluidos a bordo. Para os engenheiros e gestores que atuam na cadeia de óleo e gás, a estabilização da produção em unidades do porte do FPSO Alexandre de Gusmão valida os modelos de escoamento e a eficácia dos arranjos submarinos adotados no pré-sal.

Com a unidade operando no limite de sua capacidade projetada, o consórcio responsável foca agora na manutenção da eficiência operacional e na gestão dos poços produtores e injetores. O desempenho contínuo do ativo serve como termômetro para os próximos investimentos em infraestrutura de produção na Bacia de Santos.

Com informações de Petronoticias.

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