Free Flow: modelo de pedágio gera crítica do PT a Tarcísio, mas avança em rodovias federais
Apesar das críticas do PT à implementação do sistema free flow em São Paulo, o governo federal também está adotando o modelo de cobrança de pedágio em concessões de rodovias.
O Partido dos Trabalhadores (PT) criticou a implementação do sistema de pedágio free flow pelo governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas. Contudo, o governo federal, também liderado pelo presidente Lula, tem incorporado o mesmo modelo de cobrança em novas concessões de rodovias federais pelo país.
O free flow, ou fluxo livre, é uma tecnologia que permite a cobrança automática de pedágio sem a necessidade de praças físicas ou cancelas. Sensores instalados em pórticos sobre a rodovia identificam os veículos por meio de tags eletrônicas ou leitura de placas, debitando o valor correspondente. Isso visa proporcionar maior fluidez ao tráfego e reduzir congestionamentos.
A crítica do PT se direcionou à adoção do free flow no estado de São Paulo, embora os detalhes específicos das objeções não tenham sido amplamente divulgados pela fonte. A posição da legenda, no entanto, contrasta com as diretrizes da União para a modernização da infraestrutura rodoviária.
Em âmbito federal, o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) têm promovido o free flow como um componente essencial em novos editais de concessão. A medida faz parte de uma estratégia para otimizar a gestão de tráfego e a arrecadação, além de permitir maior flexibilidade tarifária.
A dualidade política, com o mesmo partido manifestando reservas a uma tecnologia em esfera estadual enquanto a endossa em nível federal, ressalta a complexidade das decisões de infraestrutura no Brasil. A adoção do free flow, independentemente das posições políticas, representa uma evolução técnica na gestão de rodovias.
Para a engenharia e a construção, a expansão do free flow implica novos desafios e oportunidades. Os projetos de infraestrutura rodoviária precisam considerar a instalação de pórticos com tecnologia de sensoriamento, sistemas de comunicação e integração com plataformas de pagamento, além da gestão de dados de tráfego.
A consequência prática para profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura é a necessidade de adaptação a um modelo de pedágio que tende a se consolidar. Isso exige conhecimento técnico aprofundado em sistemas inteligentes de transporte, segurança cibernética e planejamento de obras que contemplem a infraestrutura digital necessária para o funcionamento eficiente do free flow.
Com informações de Estadão.
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