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Infraestrutura· 30 de julho de 2026· 2 min de leitura

Gás do pré-sal da União terá preço de até US$ 5,25 para a indústria

Resolução do CNPE estabelece as regras para a comercialização da parcela de gás natural da União, com foco na redução de custos para o setor industrial.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Gás do pré-sal da União terá preço de até US$ 5,25 para a indústria

O Ministério de Minas e Energia definiu que a parcela de gás natural proveniente da produção do pré-sal pertencente à União chegará à indústria com preço estimado entre US$ 5 e US$ 5,25 por milhão de BTU. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Silveira nesta quinta-feira (30), logo após a publicação do novo regramento do certame aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A medida altera a dinâmica de oferta do insumo para o parque industrial brasileiro, que historicamente lida com custos elevados de energia e matéria-prima. A estruturação do leilão e das diretrizes de comercialização busca injetar competitividade em setores eletrointensivos e químicos, que dependem diretamente do gás natural para manter a operação contínua.

O modelo regulatório aprovado pelo CNPE estabelece as condições para que o volume de gás da União, decorrente dos contratos de partilha de produção, seja direcionado ao mercado interno. A estratégia governamental tenta monetizar os recursos energéticos nacionais sem desabastecer o mercado, ao mesmo tempo em que pressiona os preços para baixo por meio do aumento da oferta.

A entrega do insumo a patamares competitivos era uma demanda antiga de federações industriais e de empresas de engenharia e manufatura, que apontavam o preço do gás no Brasil como um entrave para novos investimentos em plantas produtivas. Com o teto estipulado em US$ 5,25, o governo tenta destravar projetos de expansão que estavam estagnados devido à imprevisibilidade tarifária.

Para o setor de óleo e gás e para os gestores de infraestrutura, a operacionalização do certame exigirá ajustes na logística de escoamento e processamento. O escoamento eficiente do pré-sal depende da integração entre os gasodutos de transporte e as unidades de tratamento, garantindo que o volume ofertado chegue aos centros consumidores sem gargalos regulatórios ou físicos.

As próximas etapas envolvem a publicação dos editais detalhados e a realização dos leilões sob a supervisão das agências reguladoras. Gestores industriais e engenheiros de planejamento energético devem acompanhar a efetivação das regras para recalcular a matriz de custos operacionais e avaliar a viabilidade de conversão de matrizes energéticas em novas plantas fabris.

Com informações de Agência iNFRA.

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