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Energia· 23 de julho de 2026· 2 min de leitura

Geração térmica tem custo 24% menor em junho; despacho por mérito aumenta

A redução significativa nos custos da geração de energia térmica em junho resultou em maior acionamento dessas usinas, influenciando a matriz energética nacional.

Redação Giro Engenharia
Geração térmica tem custo 24% menor em junho; despacho por mérito aumenta

Os custos da geração de energia térmica no Brasil registraram uma queda de 24% no mês de junho. Esta diminuição no valor de operação das termelétricas teve um impacto direto na forma como a energia foi despachada para o Sistema Interligado Nacional (SIN), priorizando as fontes mais competitivas.

A queda acentuada nos custos operacionais das usinas térmicas as tornou mais atrativas no mercado de curto prazo. Com isso, elas passaram a ser acionadas com maior frequência, seguindo o princípio do despacho por mérito de custo, que prioriza as fontes de energia com o menor custo marginal de operação.

O despacho por mérito é um mecanismo fundamental na gestão do SIN, garantindo que a energia seja gerada da forma mais econômica possível. A maior participação das termelétricas nesse cenário indica uma mudança na composição da oferta de energia, adaptando-se às condições de custo e demanda do período.

Para os operadores do sistema e planejadores de energia, a flexibilidade nos custos térmicos é um fator crucial. Ela permite uma gestão mais dinâmica da matriz, equilibrando a oferta de fontes renováveis, como hidrelétricas e eólicas, com a segurança e a estabilidade proporcionadas pelas termelétricas, especialmente em momentos de menor afluência hídrica ou baixa geração eólica.

Esta dinâmica de custos afeta diretamente as decisões de investimento e a operação de infraestruturas energéticas. A engenharia por trás da otimização de combustíveis, da manutenção de plantas e da eficiência operacional ganha relevância, buscando maximizar a competitividade das usinas térmicas.

Profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura precisam estar atentos a estas variações. A capacidade de prever e reagir a mudanças nos custos de geração é vital para o planejamento de projetos, a formulação de estratégias de suprimento e a garantia da segurança energética do país.

Em termos práticos, a redução dos custos da geração térmica em junho e o consequente aumento do despacho por mérito reforçam a necessidade de uma análise contínua da viabilidade econômica das diferentes fontes de energia. Isso impacta desde a precificação da energia até a decisão sobre a construção ou modernização de usinas, moldando o futuro da matriz energética brasileira.

Com informações de MegaWhat.

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