Grama perene: novo material substitui compensado em estruturas
Empresa de móveis dos EUA adota painéis da Plantd, feitos de grama perene, como componente estrutural interno, abrindo caminho para novas aplicações.
Uma nova abordagem para materiais de construção e design surge com a adoção de painéis de grama perene prensada como substituto para madeiras engenheiradas. A empresa de móveis Studio TK, baseada na Carolina do Norte, Estados Unidos, passou a utilizar os painéis desenvolvidos pela Plantd como componentes estruturais internos em sua coleção Clique Luxe, sinalizando um avanço na busca por alternativas sustentáveis.
Os painéis da Plantd são fabricados a partir de gramíneas perenes cultivadas, que são processadas e prensadas para criar um material com características semelhantes ao compensado tradicional. No caso da linha Clique Luxe, do Studio TK, esses painéis foram empregados nas partes estruturais não visíveis dos móveis modulares, garantindo a integridade e durabilidade sem comprometer o design final.
A iniciativa é notável por demonstrar a viabilidade de materiais renováveis em aplicações que tradicionalmente dependem de produtos derivados de madeira. A substituição do compensado por um material à base de grama perene pode oferecer vantagens ambientais significativas, como menor pegada de carbono e uso de recursos que podem ser cultivados e colhidos rapidamente.
Para o setor de engenharia e construção, a validação de um material como o painel de grama prensada em produtos de consumo abre precedentes importantes. Embora o uso inicial seja em mobiliário, a tecnologia por trás da produção desses painéis sugere um potencial para aplicações em revestimentos, divisórias e até mesmo em elementos estruturais de menor porte em edificações, dependendo de futuras certificações e testes de resistência.
Profissionais da construção e da indústria de materiais devem observar a evolução de tecnologias como a da Plantd. O sucesso na substituição de madeiras engenheiradas por recursos vegetais de rápido crescimento pode impulsionar a inovação em cadeias de suprimentos e na escolha de materiais, impactando custos, prazos e a sustentabilidade geral dos projetos. A demanda por soluções de baixo impacto ambiental tende a crescer, tornando esses novos materiais um foco para pesquisa e desenvolvimento.
Com informações de Dezeen.
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