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Infraestrutura· 23 de setembro de 2026· 1 min de leitura

INB paralisa planta de urânio em Caetité após falha em estrutura

Rompimento em estrutura de armazenamento de material radioativo na Bahia levou à suspensão parcial das atividades na planta da INB.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
INB paralisa planta de urânio em Caetité após falha em estrutura

As Indústrias Nucleares do Brasil paralisaram parcialmente as atividades em sua planta de produção de urânio situada no município de Caetité, na Bahia. A medida foi tomada após o rompimento de uma das estruturas de armazenamento utilizadas para guardar o material radioativo empregado na fabricação de combustível nuclear. A ocorrência foi registrada na tarde de terça-feira (22).

A estatal informou o incidente diretamente à ANSN, que atua como a autoridade reguladora do setor nuclear no país. A paralisação parcial atinge o setor específico onde ocorreu a falha na estrutura de contenção, enquanto órgãos competentes avaliam os danos e os riscos associados ao evento na unidade baiana.

A planta de Caetité é estratégica para o ciclo de combustível nuclear brasileiro, respondendo pela extração e beneficiamento do minério de urânio no país. Interrupções em estruturas de armazenamento exigem protocolos rigorosos de inspeção técnica antes da retomada operacional, o que pode alterar o cronograma de entrega de insumos para as usinas nucleares de Angra dos Reis.

Equipes técnicas da estatal e fiscais do órgão regulador realizam vistorias no local para apurar as causas exatas do rompimento e verificar a integridade das demais instalações de armazenamento. A prioridade técnica no momento envolve a contenção segura do material e a estabilização da área afetada pelo acidente.

Para o setor de engenharia e gestão de infraestrutura nuclear, o episódio reforça a necessidade de auditorias constantes em estruturas de contenção e armazenamento de rejeitos e materiais perigosos. Gestores e projetistas devem observar a rigidez dos coeficientes de segurança aplicados em instalações de alta criticidade para evitar novos episódios de interrupção operacional e passivos ambientais.

Com informações de Agência iNFRA.

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